A Prefeitura de Dourados intensificou ações de limpeza urbana como parte do combate à epidemia de chikungunya. Nos últimos 30 dias, cerca de 600 toneladas de resíduos e materiais inservíveis foram removidos de pontos de descarte irregular no município.
As operações foram coordenadas pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado para organizar o enfrentamento à doença na Reserva Indígena e no perímetro urbano. Em uma ação na manhã de quarta-feira (15), equipes das Posturas da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos e do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) atuaram em uma residência abandonada no Jardim Girassol, onde localizaram uma piscina em situação crítica.
A coleta domiciliar destina mensalmente aproximadamente 7 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos ao aterro municipal, atendendo toda a área urbana e os distritos. Na Reserva Indígena de Dourados, a limpeza é contínua: são recolhidas cerca de 30 toneladas por meio de 18 contêineres instalados em pontos estratégicos das aldeias.
A Prefeitura mantém serviços permanentes de limpeza e roçada em prédios públicos na cidade, na Reserva Indígena e nos distritos. As ações recentes atenderam bairros como Santa Felicidade, Estrela Verá, Jóquei Clube, Vila São Braz, Novo Horizonte, Vila Popular, Parque do Lago I e II, Canaã I, Jardim Aydê, Parque Alvorada, Vila Erondina, Vila Hilda e a Reserva Indígena.
Foram identificados pontos críticos de descarte irregular nas margens da Rua Antonio Espíndola (próximo ao Córrego Engano), na Avenida Via Parque (Cachoeirinha), nas rodovias MS-156 e MS-163, na Rua Nelson de Matos (Monte Sião), no Bosque do Canaã IV, no Parque Paragem, na Rua Dourado (Canaã I e Piratininga), na Via Marginal Flor do Cerrado (Parque Victelo Pellegrini) e em área de mata na Rua Projetada, no Parque do Lago II.
O descarte irregular de resíduos é considerado crime ambiental. A gestão municipal mantém serviços para destinação adequada do lixo e ações de limpeza que visam reduzir criadouros do mosquito Aedes aegypti.
Combate a endemias
Paralelamente à limpeza urbana, equipes do Centro de Controle de Endemias (CCZ) realizaram atuação direcionada aos bairros com maior incidência de casos de chikungunya. Somente na terça-feira (14), os agentes vistoriaram 1.399 imóveis nos bairros Santa Maria, Santa Hermínia, Jardim Maracanã, Monte Sião, Canaã I, Pelicano, Piratininga, Água Boa, Izidro Pedroso, Vista Alegre, Terra Roxa, Jequitibás, Guaicurus, Vila Vieira, Campo Dourado, Parque das Nações II, Canaã IV, Vila São Braz, Jardim Maipú, Ouro Verde e Monte Líbano, entre outras localidades e imediações.
Durante as ações foram registrados 138 imóveis fechados. Foram emitidas 45 notificações para imóveis com focos de Aedes aegypti e tratados 67 depósitos com potencial para criadouros. Larvicida foi aplicado em 3 imóveis com uso de máquina costal. O veículo “Leco” realizou borrifação em 243 quarteirões do Jardim Pantanal, Santa Hermínia, Canaã I, Vila Nova Esperança, Canaã III, Colibri, Altos do Indaiá e áreas próximas.
No total, foram geradas 202 notificações, outras 498 notificações estão previstas para emissão pelo CCZ, e 49 multas foram aplicadas. As ações de remoção de resíduos e de controle de vetores permanecem em curso.



