sexta-feira, março 27, 2026
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Piloto acusado de espancar jovem em Brasília vira réu por homicídio doloso

A Justiça do Distrito Federal tornou réu nesta sexta-feira (13) o piloto de automobilismo Pedro Turra, de 19 anos. Ele foi denunciado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) por homicídio doloso qualificado por motivo fútil e está preso preventivamente no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

A acusação aponta que Turra provocou a morte de Rodrigo Castanheira, adolescente de 16 anos. A agressão ocorreu em janeiro, no bairro Vicente Pires. Rodrigo ficou duas semanas em uma unidade de terapia intensiva (UTI) e morreu no sábado (7).

No início das investigações, a Polícia Civil relacionou a briga a um desentendimento envolvendo um chiclete arremessado contra um amigo da vítima. Ao longo da apuração, as autoridades passaram a tratar o episódio como premeditado e com a participação de auxiliares do piloto.

A denúncia do MPDFT descreve imagens que circularam nacionalmente e relata que Turra teria descido do carro e agredido Rodrigo, que foi lançado contra a porta de um veículo, bateu a cabeça e perdeu a consciência.

Além da prisão, os promotores pedem condenação por danos morais no valor de R$ 400 mil à família da vítima. A pena prevista para homicídio doloso pode chegar a 30 anos de reclusão.

Turra já respondia a inquérito por lesão corporal em liberdade quando voltou a ser preso em 30 de janeiro. A nova prisão foi autorizada após apresentação de provas que o ligariam a outros casos de agressão. Em um deles, ele teria utilizado um aparelho de choque para forçar uma adolescente de 17 anos a ingerir bebida alcoólica durante uma festa.

Na decisão que aceitou a denúncia, o juiz André Silva Ribeiro considerou que os fatos foram descritos de forma clara e precisa. O magistrado também avaliou que a gravidade dos atos, a repetição de condutas violentas e o risco de interferência nas provas justificavam medida cautelar mais rigorosa.

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) negou habeas corpus a Turra, mantendo a prisão preventiva.

A reportagem entrou em contato com a defesa de Pedro Turra e aguarda posicionamento.

Matéria atualizada às 17h10.

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