O governo brasileiro anunciou nesta segunda-feira (2) apoio à candidatura da ex-presidente do Chile Michelle Bachelet ao cargo de secretária‑geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A divulgação foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em publicações nas redes sociais.
Bachelet tem trajetória política marcada por posições pioneiras no Chile: foi a primeira mulher eleita presidente do país, em dois mandatos, e também ocupou, pela primeira vez, os ministérios da Defesa e da Saúde. No âmbito internacional, atuou como primeira diretora‑executiva da ONU Mulheres e exerceu o cargo de alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos.
O Ministério das Relações Exteriores informou que a candidatura foi apresentada formalmente nesta segunda pelos governos do Chile, do Brasil e do México. Em nota oficial, o Itamaraty indicou que a postulação busca contribuir para o fortalecimento do sistema multilateral e oferecer uma liderança capaz de enfrentar os desafios globais atuais.
O comunicado também ressaltou a experiência de Bachelet na condução de processos políticos complexos, sua capacidade de facilitar diálogos e seu comprometimento com os valores das Nações Unidas, apontando esses atributos como elementos que podem tornar a organização mais eficaz e representativa.
O Itamaraty citou ainda o contexto internacional de “grande complexidade” e destacou a ONU como principal fórum para tratar de paz e segurança, desenvolvimento sustentável, promoção e proteção dos direitos humanos e ações contra a mudança do clima. O ministério reafirmou o compromisso do Brasil com o multilateralismo como base da governança global.
Atualmente, o secretário‑geral das Nações Unidas é o português António Guterres, reeleito em 2021 para um segundo mandato que vai de 2022 a 2026. O novo titular da pasta assumirá a função em 1º de janeiro de 2027.



