Os Estados Unidos ampliaram as sanções contra Cuba, incluindo empresas dos setores de mineração e turismo, além de membros do círculo próximo do governo. As medidas foram anunciadas pelo Departamento do Tesouro na quinta-feira (4).
A lista de entidades sancionadas passou a incluir a Amistur Cuba, empresa de turismo, e a Minera la Victoria, joint venture entre a mineradora estatal cubana Geominera e a australiana Antilles Gold. Também foram alvos o presidente cubano Miguel Díaz‑Canel e familiares diretos, além de outros funcionários ligados ao governo de Havana.
Entre as pessoas designadas estão Lis Cuesta Peraza, Manuel Anido Custa, Alejandro Castro Espin e Raul Alejandro Castro Calis. Foram igualmente incluídas instituições estatais, como o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba, o Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP) e os Comitês para Defesa da Revolução (CDR).
O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) informou que operações e negociações conduzidas por cidadãos ou residentes dos EUA envolvendo bens ou interesses relacionados a pessoas e entidades bloqueadas são proibidas. Autoridades norte‑americanas também indicaram que prestadores de serviços que atuem para as entidades sancionadas ficam sujeitos a medidas punitivas.
O governo cubano emitiu resposta oficial às sanções, registrando protesto contra as novas restrições. O Ministério das Relações Exteriores também divulgou posicionamento formal sobre a inclusão de pessoas e instituições na lista de sanções.
Contexto: o bloqueio econômico contra Cuba, em vigor há quase sete décadas, foi intensificado pela administração norte‑americana no final de 2025, em especial após restrições navais relacionadas à Venezuela. Em janeiro de 2026, os Estados Unidos anunciaram a intenção de sancionar países e empresas que vendessem petróleo a Cuba, episódio que coincidiu com um período de escassez de combustível no país por cerca de três meses.
Especialistas e dados oficiais apontam efeitos das últimas medidas sobre o cotidiano cubano, com aumento de apagões, elevação de preços de produtos básicos, redução do transporte público e queda na oferta de itens da cesta básica subsidiada pelo Estado. O impacto econômico das sanções continua a ser monitorado por órgãos internacionais e pelo próprio governo cubano.



