O tamanho do dano ambiental provocado por vazamentos em estruturas da mineradora Vale na região de Congonhas (MG) ainda está em apuração pelas autoridades municipais. As análises para dimensionar plenamente o impacto seguem em curso.
Os incidentes ocorreram no último fim de semana e, segundo a prefeitura, atingiram principalmente o meio ambiente. Foi registrada mudança na coloração da água e assoreamento em cursos hídricos da região.
A administração municipal informou que o primeiro vazamento, na mina conhecida como Fábrica, liberou cerca de 300 mil metros cúbicos de lama. O volume do segundo vazamento, na mina Viga, ainda não foi quantificado oficialmente, mas aparenta ser maior, pois provocou o represamento de um córrego e acúmulo visível de material.
Um dos rios atingidos foi o Maranhão, afluente do Paraopeba — este último já comprometido pelo desastre de Brumadinho, ocorrido há sete anos. A situação no Maranhão está sendo monitorada para evitar que a lama avance e contamine o Paraopeba.
Equipes ambientais devem realizar análises físico-químicas para verificar composição do material despejado e a possível presença de metais. A extensão dos efeitos sobre a fauna e a flora locais ainda depende dos laudos laboratoriais.
A prefeitura de Congonhas informou que não houve registro de moradores prejudicados pelos vazamentos e que o abastecimento público da cidade não foi afetado até o momento.
As autoridades seguem acompanhando a evolução dos impactos e a mobilização de recursos para contenção e investigação dos episódios.



