O Supremo Tribunal Federal manteve a prisão de Filipe Martins após audiência de custódia realizada na tarde desta sexta-feira (2). Martins foi condenado a 21 anos de prisão por participação em uma trama golpista.
A audiência por videoconferência ocorreu a partir da Cadeia Pública de Ponta Grossa (PR), local onde o ex-assessor foi detido. A sessão foi conduzida pela juíza auxiliar do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, Flávia Martins de Carvalho.
O ministro Alexandre de Moraes entendeu que houve descumprimento da medida cautelar que proibia o uso de redes sociais. No último sábado (27), Moraes havia convertido a prisão em prisão domiciliar com monitoramento por tornozeleira eletrônica. A manutenção da prisão preventiva ocorreu após apuração de possível violação dessas medidas.
A decisão menciona denúncia juntada aos autos em 29 de dezembro, segundo a qual Martins teria usado a rede profissional LinkedIn para buscar perfis de terceiros. Moraes notificou a defesa na segunda-feira e concedeu prazo de 24 horas para esclarecimentos. Após análise das informações apresentadas nos autos, o ministro concluiu pela necessidade de prisão preventiva em razão do suposto descumprimento das cautelares.



