sexta-feira, março 27, 2026
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Moraes afirma que reuniões com o Banco Central discutiram aplicação da Lei Magnitsky

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), informou nesta terça-feira (23) que manteve encontros com o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, e com representantes de grandes bancos para tratar da Lei Magnitsky, aplicada pelos Estados Unidos contra ele e pessoas ligadas à sua família.

A divulgação da nota do ministro ocorreu um dia após reportagem do jornal O Globo que afirmou que Moraes teria defendido, durante essas reuniões, a aprovação da compra do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB). As conversas teriam antecedido a decisão do BC de decretar a liquidação do Banco Master, tomada no mês passado por suspeitas de fraude.

A investigação relacionada à liquidação resultou na prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, um dos sócios do Master. Horas depois, Vorcaro obteve habeas corpus na Justiça Federal e passou a responder às acusações em liberdade.

Antes da liquidação do banco, o escritório de advocacia Barci de Moraes, ligado à família do ministro, prestou serviços ao Banco Master, segundo registros públicos.

Documentos divulgados pelo ministro indicam que, além do presidente do BC, ele se reuniu com representantes do Itaú, Bradesco, BTG, Banco do Brasil, da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e da Confederação Nacional das Instituições Financeiras para discutir as consequências da Lei Magnitsky. O Banco Central confirmou que os encontros trataram dos efeitos da legislação.

No dia 12 deste mês, o governo dos Estados Unidos anunciou a retirada das sanções previstas pela Lei Magnitsky, que haviam sido aplicadas contra Alexandre de Moraes, sua esposa Viviane Barci de Moraes e a empresa Lex – Instituto de Estudos Jurídicos, vinculada à família do ministro.

As sanções tinham sido impostas pelo governo do então presidente Donald Trump e atingiam Moraes em meio aos processos em que ele atua como relator contra o ex-presidente.

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