quinta-feira, abril 2, 2026
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Pouco antes da entrega, Inspetor Cabral aponta falhas na obra da Coronel Ponciano

Com entrega marcada para este sábado (20), data do aniversário de Dourados, as intervenções de pavimentação, recapeamento, drenagem e implantação de ciclovia na avenida Coronel Ponciano ainda apresentam múltiplos problemas, apesar do alto valor investido na obra.

Nesta quinta-feira (18), o vereador Inspetor Cabral (PSD) realizou nova vistoria na via e registrou diversas irregularidades ao longo do trecho. O parlamentar acompanha o projeto desde 24 de setembro, quando recebeu a documentação em reunião com representantes da Agesul-MS — o diretor-presidente Rudi Fiorese e o diretor de Empreendimento de Infraestrutura Urbana, Pedro Augusto Duarte Brandão.

Entre os problemas apontados estão estacas de madeira deixadas no canteiro central, ausência de sinalização em pontos variados e acúmulo de barro em áreas com escoamento deficiente, indicando falhas no sistema de drenagem. Também foram observados vergalhões soltos no início de uma faixa elevada em frente à Prefeitura, potencialmente perigosos para pedestres e motoristas.

Em vários trechos falta guia de meio-fio; em outros, o meio-fio quebrado recebeu apenas pintura, mascarando a má execução. Há buracos na pista, calçadas sem acabamento, trechos sem acessibilidade e bocas de captação pluvial com tampas danificadas e risco de afundamento.

Foram ainda identificados locais onde o asfalto foi cortado, trechos com meio-fio sem calçada e áreas já passando por reparos antes da entrega oficial. O contrato prevê garantia de cinco anos para o revestimento asfáltico; apesar disso, intervenções já estão em andamento.

Na ciclovia, houve registros de remendos no asfalto, meio-fio sem acabamento e presença de terra entre o meio-fio e a pista. Algumas calçadas destinadas a pedestres estão totalmente danificadas, o que reforça dúvidas sobre a durabilidade e segurança da obra.

Acompanhamentos e futuras fiscalizações foram mencionados por quem vem monitorando a execução desde a apresentação do projeto às autoridades estaduais, mas não há registro de posicionamento oficial da Agesul ou da prefeitura sobre as irregularidades até o momento.

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