terça-feira, março 31, 2026
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Justiça italiana solicita a Moraes detalhes sobre a prisão de Zambelli

A Justiça italiana enviou uma série de questionamentos ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a respeito do sistema prisional no Brasil, como parte do processo de extradição da deputada Carla Zambelli (PL-SP).

Recentemente, o tribunal italiano suspendeu o julgamento da extradição, aguardando as respostas do STF. A análise do caso será retomada no dia 18 deste mês.

Entre as informações solicitadas, a Justiça italiana indaga sobre a penitenciária para onde Zambelli seria destinada, caso a extradição seja aprovada. Além disso, questiona a situação dos estabelecimentos prisionais femininos, incluindo a presença de violência e intimidação contra as detentas e a capacidade da polícia penal em manter a ordem nas prisões.

O ministro Moraes tem até 14 de dezembro para enviar as informações solicitadas. A comunicação foi realizada pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça.

Zambelli foi presa em julho em Roma, onde tentava escapar de um mandado de prisão emitido por Moraes. Com cidadania italiana, ela deixou o Brasil em busca de asilo após ser condenada a 10 anos de prisão pelo STF, devido à invasão do sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023.

As investigações apontam que a deputada foi a idealizadora da invasão, que resultou na emissão de um mandato de prisão falso contra Alexandre de Moraes. Walter Delgatti, condenado pelo crime, também confirmou sua participação no hackeamento a mando da deputada.

Após sua fuga para a Itália, o governo brasileiro requereu a extradição de Zambelli, oficialmente protocolada pelo STF em 11 de junho e encaminhada pelo Itamaraty ao governo italiano.

Além disso, a deputada enfrenta um processo de cassação de mandato na Câmara dos Deputados.

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