terça-feira, março 31, 2026
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União Europeia planeja ampliar seu número de integrantes até 2030

A Comissão Europeia anunciou nesta terça-feira (4) que a União Europeia (UE) pode expandir suas fronteiras para novos membros já em 2030. O elogio foi dirigido a Montenegro, Albânia, Ucrânia e Moldávia pelo progresso nas reformas exigidas para a adesão ao bloco.

Em contrapartida, a Sérvia foi criticada pela desaceleração em seu processo de reformas. A Comissão também destacou a Geórgia pelo que descreveu como um “grave retrocesso democrático”, afirmando que o país, agora, é considerado candidato à adesão apenas nominalmente.

A chefe de política externa da UE, Kaja Kallas, enfatizou a importância da expansão da União Europeia durante a apresentação do relatório anual sobre os esforços dos países candidatos. Kallas classificou a adesão à UE como um processo rigoroso e meritocrático, mas afirmou que a meta de aceitar novos países até 2030 é possível.

No relatório, a Comissária para a Ampliação da UE, Marta Kos, destacou Montenegro como o país mais avançado em termos de adesão, elogiando também a Albânia por seu “progresso sem precedentes”. A Moldávia também foi mencionada por seus avanços rápidos, mesmo sob pressão.

A Ucrânia, apesar dos desafios impostos pela invasão russa, também progrediu em sua tentativa de adesão, com seu governo mostrando compromisso em implementar reformas significativas. A necessidade de manter esse progresso e evitar retrocessos, especialmente na área de combate à corrupção, foi enfatizada.

Por outro lado, a Geórgia recebeu as críticas mais severas, com a Comissão acusando seu governo de enfraquecer o estado de direito e restringir direitos fundamentais. O partido governista, Georgian Dream, tem sido alvo de críticas por seu autoritarismo e por uma política externa mais favorável à Rússia, e suspendeu as negociações de adesão à UE. Recentemente, o presidente do Parlamento georgiano, um membro proeminente do partido, tentou banir os três maiores partidos de oposição, alegando que constituem uma ameaça à “ordem constitucional”.

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