segunda-feira, março 30, 2026
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Viagem ministerial à China abordará integração com o Pacífico

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, inicia uma missão à China nesta segunda-feira (13) com o objetivo de discutir investimentos para o Brasil e promover a integração entre a América do Sul e a Ásia por meio do Pacífico. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também participa da comitiva, que visitará o hospital inteligente na província de Zhejiang, modelo que o Brasil planeja replicar.

A missão se concluirá na quinta-feira, dia 17. A agenda inclui uma visita ao Porto de Xangai, essencial para o projeto Rotas de Integração Sul-Americana. Este programa, organizado em cinco rotas, visa melhorar a logística e reforçar as relações comerciais do Brasil com os países vizinhos e com a Ásia, interligando diversas regiões do país através de projetos em rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos.

O Porto de Xangai, administrado pelo Shanghai International Port Group, conecta mais de 700 portos em 200 países e atua como a ligação da Ásia com o Porto de Chancay, no Peru, integrado ao projeto brasileiro de conexão. A rota por Chancay se destaca não apenas pela rapidez, mas também por evitar altos custos com pedágios, como os do Suez e do Panamá, oferecendo assim uma economia significativa na logística.

De acordo com o Ministério do Planejamento e Orçamento, ao comparar as rotas para exportação do Brasil para Xangai, a via do Pacífico é a mais eficiente. Essa rota apresenta a menor distância marítima (17.230 km), menor tempo de viagem (27 dias), menor custo por tonelada (US$ 80) e a menor emissão de gás carbônico (1,45 quilos por tonelada de combustível).

Além da visita ao Porto, haverá reuniões com empresários e investidores.

A visita ao hospital em Zhejiang visa auxiliar na elaboração do projeto de um hospital inteligente no Brasil. Este hospital público se destaca pelo uso avançado de tecnologias como inteligência artificial, telessaúde e automação. O modelo chinês servirá de referência para o desenvolvimento de uma unidade semelhante que atenda ao Sistema Único de Saúde (SUS).

O projeto, que envolve um financiamento de US$ 320 milhões aprovado pela Comissão de Financiamento Externo (Cofiex) do Novo Banco de Desenvolvimento, destina-se à construção da infraestrutura, compra de equipamentos médicos e capacitação de profissionais.

Proposto pelo Ministério da Saúde em colaboração com o Ministério do Planejamento e Orçamento, o projeto busca criar um modelo nacional de hospital inteligente, que possa ser escalável e replicável. Neste processo, a expertise e tecnologia da China serão fundamentais, apoiadas pela capacidade financeira do NDB.

Atualmente, o projeto está em fase de preparação, seguindo os trâmites estabelecidos pela Cofiex, antes de ser submetido ao NDB para aprovação e posterior negociação. Essa negociação é coordenada pela Secretaria de Assuntos Internacionais e Desenvolvimento do MPO, em parceria com outras instituições, e a execução ficará a cargo do Ministério da Saúde.

O Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI-Brasil) será instalado em São Paulo, no complexo do Hospital das Clínicas da USP, e servirá como um hub de inovação médica e tecnológica, promovendo colaboração entre o Brasil, China e outros países do BRICS e da comunidade internacional.

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