### ALEMS de 2027 reunirá Zeca do PT, André Puccinelli e Londres Machado após mais de 30 anos
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) terá, a partir de fevereiro de 2027, o reencontro de três figuras históricas da política estadual: Zeca do PT, André Puccinelli e Londres Machado. Os três voltam a integrar a mesma legislatura mais de três décadas depois.
Zeca do PT, de 76 anos, e André Puccinelli, de 78, governaram Mato Grosso do Sul por dois mandatos consecutivos cada um e foram adversários em eleições marcantes no Estado. Já Londres Machado, de 84 anos, participou da estruturação política de Mato Grosso do Sul após sua criação e detém o recorde de maior número de mandatos entre deputados estaduais brasileiros.
A última vez que os três exerceram mandato simultaneamente na ALEMS foi entre fevereiro de 1991 e janeiro de 1995, durante a quarta legislatura da Casa.
Na eleição de 1994, Zeca e Londres garantiram a reeleição como deputados estaduais, enquanto Puccinelli foi eleito deputado federal. Em 1996, ele deixou a Câmara dos Deputados para assumir a Prefeitura de Campo Grande, após vencer Zeca em uma disputa decidida por 411 votos no segundo turno, diferença equivalente a 0,16 ponto percentual. No primeiro turno, o petista havia ficado à frente.
Em 1998, Zeca do PT venceu a eleição para o governo estadual no segundo turno, com 61% dos votos válidos, após iniciar a campanha com 2% das intenções de voto. Ele foi reeleito em 2002.
Puccinelli, por sua vez, conquistou novo mandato como prefeito de Campo Grande em 2000. Em 2006, venceu a eleição para governador de Mato Grosso do Sul, sucedendo Zeca, e foi reeleito em 2010 com 55,99% dos votos válidos. Naquele pleito, Zeca terminou em segundo lugar, com 42,49%.
Depois de deixar o governo estadual em 2007, Zeca ficou sem mandato eletivo até assumir uma cadeira na Câmara Municipal de Campo Grande, em 2013. Ele havia obtido 13.010 votos na eleição de 2012, a maior votação já registrada para vereador na Capital.
Em 2014, o petista foi eleito deputado federal com 160.556 votos, recorde para o cargo em Mato Grosso do Sul. Quatro anos depois, disputou uma vaga no Senado, mas não foi eleito.
Zeca retornou à Assembleia Legislativa em 2022, com 47.193 votos, como o terceiro deputado estadual mais votado naquele pleito. Atualmente, preside a Comissão de Desenvolvimento Agrário e Assuntos Indígenas e Quilombolas e coordena a Frente Parlamentar em Defesa da Rota Bioceânica Rodoferroviária e Energética.
Na eleição deste ano, Zeca recebeu 42.714 votos e foi o quarto candidato mais votado para deputado estadual. Puccinelli obteve 40.602 votos, ficando na sexta posição. Ambos foram os mais votados por seus partidos, PT e MDB, respectivamente.
Londres Machado iniciará em 2027 seu 14º mandato na ALEMS, após ser reeleito com 33.581 votos. De acordo com a União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais, ele é o deputado estadual com maior tempo de mandato no país.
A trajetória de Londres se confunde com a criação de Mato Grosso do Sul. Em 1978, ele foi eleito um dos 18 deputados constituintes do novo Estado. No dia 1º de janeiro de 1979, assumiu a presidência da Assembleia Constituinte, responsável pela elaboração da primeira Constituição estadual.
A Constituição de Mato Grosso do Sul foi promulgada em 13 de junho de 1979, data em que a Assembleia Constituinte passou a funcionar como Assembleia Legislativa. Um dia antes, com a exoneração do governador Harry Amorim Costa e sem vice-governador no Estado, Londres assumiu interinamente o Executivo por ser presidente do Legislativo. Ele voltou a exercer o governo estadual de forma temporária entre 28 de outubro e 7 de novembro de 1980.
A nova legislatura também contará com parlamentares que já tiveram experiência na administração municipal. Entre os eleitos estão Ângelo Guerreiro, ex-prefeito de Três Lagoas; Odilon Ribeiro, que administrou Aquidauana; e Helio Peluffo, ex-prefeito de Ponta Porã. Gianni Nogueira foi vice-prefeita de Dourados.
Também foram reeleitos Renato Câmara, ex-prefeito de Ivinhema por dois mandatos; Paulo Duarte, que comandou Corumbá; e Caravina, ex-prefeito de Bataguassu em duas ocasiões.



