**TSE firma acordo com plataformas digitais para combater desinformação nas eleições de 2026**
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) assinou, nesta quinta-feira (16), um memorando de intenções com grandes plataformas digitais e empresas de inteligência artificial para reforçar o combate à desinformação durante a campanha eleitoral de 2026.
O acordo foi formalizado após reunião entre o presidente da Corte, ministro Nunes Marques, e representantes das companhias. As empresas voltaram a aderir ao programa permanente de enfrentamento à desinformação eleitoral, criado para atuar contra conteúdos falsos que coloquem em dúvida a segurança das urnas eletrônicas e a legitimidade do processo eleitoral.
A nova etapa da parceria prevê o fortalecimento de ações contra o uso irregular de inteligência artificial, especialmente em casos de manipulação de voz e imagem de candidatos.
Assinaram o acordo Google, X, Meta, Kwai, Telegram, TikTok e LinkedIn. Também participaram empresas do setor de IA, como OpenAI, ElevenLabs e Anthropic.
Em março, o TSE aprovou normas sobre o uso de inteligência artificial nas eleições gerais. As regras se aplicam a candidatos, partidos e plataformas.
Entre as medidas, a Corte proibiu que sistemas de IA indiquem candidatos aos eleitores, mesmo quando houver solicitação do usuário. A finalidade é evitar influência algorítmica na decisão do voto.
O tribunal também vetou publicações com montagens envolvendo candidatas em conteúdos de nudez ou pornografia, como forma de enfrentar a misoginia digital.
As regras ainda reforçam que provedores de internet podem ser responsabilizados judicialmente caso não removam perfis falsos ou publicações ilegais.
O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro. Nessa data, serão escolhidos deputados federais, estaduais e distritais, além de governadores, senadores e presidente da República.
Se necessário, o segundo turno ocorrerá em 25 de outubro, nas disputas para governador e presidente. A nova votação será realizada quando nenhum candidato alcançar mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno, excluídos brancos e nulos.



