quinta-feira, abril 23, 2026
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Seminário discute papel da formação em jornalismo na era da inteligência artificial

Brasília — O 25º Encontro Nacional de Ensino de Jornalismo (ENEJor), realizado na Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB) até 24 de abril, trouxe à agenda os efeitos da inteligência artificial e da desinformação sobre a formação jornalística.

A professora Marluce Zacariotti, da Universidade Federal do Tocantins (UFT) e presidente da Associação Brasileira de Ensino de Jornalismo (Abej), participou do evento. Entre os temas discutidos estavam a necessidade de reforçar a formação humanista, com foco em ética e pensamento crítico.

O encontro tratou da integração de tópicos como inteligência artificial e combate à desinformação de forma transversal no currículo, em vez de suplir essas demandas apenas por meio de disciplinas isoladas.

Também foram abordadas a importância da pesquisa jornalística e das metodologias de verificação de dados, com as tecnologias atuando como ferramentas para potencializar essas práticas, sem substituir o papel humano na produção de conteúdo.

A extensão universitária e parcerias com diferentes públicos foram apontadas como caminhos para aproximar o ensino das realidades sociais e políticas, ampliando o aprendizado além dos muros das faculdades.

A educação para o público, por meio da literacia midiática, figurou entre os assuntos do encontro. Houve ênfase na necessidade de esclarecer diferenças entre jornalismo profissional e produção de conteúdo por influenciadores, além de explicar o funcionamento do ecossistema midiático.

O evento também destacou a reconfiguração do sistema de mídia: as grandes plataformas tecnológicas passaram a exercer papel central na circulação de informação, impulsionadas por algoritmos e pela geração constante de dados por usuários.

Diante desse cenário digitalizado e “plataformizado”, foram colocadas como prioridades a inserção da crítica e da ética na formação, bem como a preparação dos futuros jornalistas para utilizar responsabilidades as possibilidades tecnológicas.

Por fim, o ENEJor discutiu a relevância da formação presencial e do trabalho coletivo em redações. A troca face a face foi apresentada como elemento central para o desenvolvimento profissional, em contraponto ao trabalho totalmente remoto, e foram levantadas considerações sobre o impacto das condições de trabalho na presença dos jornalistas nas ruas.

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