# Estudantes do PICTEC conquistam 41 prêmios na Fetec-MS 2026
Estudantes participantes do Programa de Iniciação Científica e Tecnológica (PICTEC) receberam 41 prêmios durante a Feira de Tecnologias, Engenharias e Ciências de Mato Grosso do Sul (Fetec-MS) 2026. O evento ocorreu de 18 a 21 de outubro, na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em Campo Grande.
Dos 100 projetos financiados pelo programa que participaram da feira, 35 foram premiados. Os trabalhos apoiados pelo Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia (Fundect), somaram 32 colocações e nove reconhecimentos especiais.
Participaram da edição 469 bolsistas de 26 municípios. As equipes conquistaram oito primeiros lugares, oito segundos, oito terceiros e oito quartos lugares, em oito áreas do conhecimento.
Além das classificações, os estudantes obtiveram credenciais para eventos científicos, menções honrosas e outras premiações. Houve vagas para a Feira Brasileira de Iniciação Científica (FEBIC) de 2027 e para a Mostra Científica (MOCICA) de 2027, além da seleção de cinco projetos para a Expedição Científica Pantanal Cerrado.
Entre os trabalhos reconhecidos está o projeto “Mapeamento Digital dos Territórios de Saberes Ofayé: Inovação e Inclusão Social nos Espaços Urbanos”, da Escola Estadual Adilson Alves da Silva, em Brasilândia. A pesquisa ficou em primeiro lugar em Ciências Humanas na premiação Fetec-MS/Fundect e garantiu participação na FEBIC 2027.
O estudo foi desenvolvido pelos alunos Isabela Chicotti Rodrigues da Silva, Leonardo de Melo Silva, Mayquiely Gonçalves Rodrigues e Sidney Eliandes de Souza, sob orientação da professora Marciana Santiago de Oliveira. A iniciativa aborda a história e a cultura do povo indígena Ofayé, com envolvimento da comunidade e elaboração de placas de identificação em português e na língua indígena.
Outros projetos receberam distinções especiais. O trabalho “Desenvolvimento inicial de mudas de cana-de-açúcar inoculadas com bactérias diazotróficas endofíticas e adubação nitrogenada”, de Ponta Porã, obteve credencial para a MOCICA 2027. Já “Concreto 4.0”, de Campo Grande, foi premiado na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia pelo Grupo Arandú.
Cinco pesquisas foram selecionadas para a Expedição Científica Pantanal Cerrado: “Dinâmica Sazonal da Avifauna em Vila Rica”, de Vicentina; “Efeitos da ausência de polinizadores sobre a produção e qualidade de frutos da berinjela”, de Aquidauana; “Levantamento dos desafios das Rádio Escolas Estaduais em Campo Grande”, da Capital; “Pomar Escolar: Monitoramento e Produção Sustentável de Mudas Frutíferas”, de Ivinhema; e “Produção de Mudas Nativas e Frutíferas e seu Potencial Uso na Arborização Urbana”, de Dourados.
O projeto “Jogo Educativo de Astronomia como Ferramenta de Divulgação Científica para Alunos do Ensino Médio”, de Campo Grande, recebeu menção honrosa do Museu de Ciência e Tecnologia da UFMS.
## Premiados por área
Em Ciências Agrárias, o primeiro lugar foi obtido pelo projeto “Subsolagem e semeadura direta: avaliação dos atributos físicos do solo em sistemas de rotação e sucessão de culturas”, do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) de Ponta Porã. Orientada pelo professor Renato Teodoro de Lima, a pesquisa analisa características físicas do solo em diferentes modelos de cultivo.
Na categoria Ciências Biológicas, a Escola Estadual Jan Antonin Bata, de Batayporã, venceu com “Biopapel: sacolas sustentáveis de folhas secas da árvore oiti para redução do lixo plástico”. Sob orientação do professor Luiz Henrique da Silva Santana, o trabalho propõe o aproveitamento de folhas secas na fabricação de sacolas sustentáveis.
A Escola Estadual Marechal Rondon, de Nova Andradina, ficou em primeiro lugar em Ciências da Saúde. O projeto “Estratégias para combater a resistência bacteriana a antibióticos apresentadas por meio de jogos de tabuleiro e digitais”, orientado pela professora Daniele Fabiana Glaeser, utiliza jogos educativos para tratar da resistência bacteriana.
Em Ciências Exatas e da Terra, o primeiro lugar ficou com a Escola Estadual Waldemir Barros da Silva, de Campo Grande, pelo projeto “Educação Financeira Digital: Plataforma Interativa para Jovens”. O trabalho, orientado pelo professor Ailton Junior Santana Lopes, desenvolveu uma ferramenta digital voltada à educação financeira.
A mesma escola venceu em Ciências Sociais Aplicadas com “Levantamento dos desafios das Rádio Escolas Estaduais em Campo Grande – MS”. A pesquisa, conduzida sob orientação da professora Suelem Martini Assmann, trata das dificuldades enfrentadas pelas rádios escolares estaduais da Capital.
Na área de Engenharias, o IFMS de Campo Grande obteve o primeiro lugar com “Avaliação de uma máquina para o processamento do baru (Dipteryx alata)”. O estudo, orientado pelo professor Fabiano Pagliosa Branco, avalia um equipamento destinado ao processamento do fruto típico do Cerrado.
Em Linguística, Letras e Artes, a Escola Estadual Felipe Orro, de Aquidauana, venceu com “Educação Menstrual e Igualdade de Gênero: Tecnologias Sociais e Assistidas para a Promoção da Saúde e Cidadania na Escola Estadual Felipe Orro”. A pesquisa foi orientada pela professora Pâmella Lopes Ferreira de Oliveira.
## Apoio aos participantes
A Fundect custeou transporte, hospedagem e alimentação dos estudantes do interior que participaram da Fetec-MS. Para os alunos do IFMS, o deslocamento foi organizado pela própria instituição, enquanto a Fundação subsidiou as refeições. Os participantes de Campo Grande também tiveram apoio para alimentação.
A participação da Fundect incluiu ainda o Fundect Cast, realizado em parceria com o projeto Mídia Ciência. A ação permitiu que estudantes apresentassem suas pesquisas em formato de podcast.
O PICTEC é executado pela Fundect e busca estimular a pesquisa científica e tecnológica entre estudantes da educação básica. Na quinta edição, lançada em 2025, o programa destinou R$ 7,5 milhões para bolsas de 1.000 alunos e 250 professores orientadores, envolvidos em 250 projetos.
Os estudantes recebem R$ 400 mensais, enquanto os professores orientadores recebem R$ 800 por mês, durante um ano. Nas cinco edições realizadas, o programa acumulou R$ 24,7 milhões em investimentos, 850 projetos apoiados e 4.250 bolsas concedidas.



