sexta-feira, abril 17, 2026
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Prefeitura vistoria 1.354 imóveis em um dia no combate à chikungunya

Secretaria Municipal de Saúde segue estratégias do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE) e intensifica trabalho em bairros com maior incidência; elevado número de imóveis fechados preocupa autoridades sanitárias e proprietários começam a ser notificados pelo Centro de Controle de Zoonoses

A Prefeitura de Dourados inspecionou 1.354 residências na quarta-feira (15) à procura de focos do Aedes aegypti e encontrou 204 imóveis com portas fechadas, o que preocupa as autoridades de saúde. O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) iniciou a notificação desses proprietários para que providenciem limpeza e facilitem o acesso dos agentes; em caso de descumprimento, prevê-se aplicação de multas e, em situações mais graves, pedido de apoio da Defesa Civil para entrada forçada.

As ações são coordenadas pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pelo prefeito Marçal Filho para enfrentar o surto de chikungunya. Na quarta, 70 agentes localizaram 24 focos do mosquito e emitiram 56 notificações, além de aplicar tratamento químico em 64 depósitos com potencial para reprodução do Aedes.

As intervenções estiveram concentradas nos bairros Santa Maria, Santa Hermínia, Jardim Maracanã, Monte Sião, Jardim Canaã 1, Monte Líbano, Piratininga, Pelicano e arredores.

Em outra frente, o CCZ pulverizou larvicida com o veículo Leco em 126 quarteirões dos bairros Monte Sião, Jardim Carisma, Parque dos Coqueiros, Canaã III, Novo Horizonte, Cidade Jardim 1 e imediações. Foram abertas 24 ordens de serviço e atendidas 39. Com as operações realizadas na quarta, devem ser gerados 533 notificações, 80 autos de infração e 82 multas.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que recebeu 305 Estações Disseminadoras de Larvicida (EDL) e já instalou 240 unidades em áreas como Assentamento Santa Fé, Assentamento Santa Felicidade, Jóquei Clube, Vila Mariana, Parque das Nações I e II, Terra Dourada, Comunidade Vitória e Parque do Lago I e II.

No atendimento clínico, equipes vinculadas à Força Nacional do SUS atuaram na Reserva Indígena de Dourados. O Hospital Porta da Esperança (Missão Caiuá) registrou, na quarta, 38 atendimentos de moradores da Aldeia Bororó, 38 da Aldeia Jaguapiru, quatro do Assentamento Boqueirão e um do Assentamento Nhuvera.

Em Bororó, uma das equipes realizou 26 atendimentos, com 18 pacientes apresentando sintomas compatíveis com chikungunya, e coletou 10 amostras para PCR. Outra equipe atendeu 42 pessoas, 27 com sintomas; foram feitas três remoções ao Hospital Universitário da UFGD e 20 coletas para PCR.

Na Jaguapiru, uma equipe fez 24 atendimentos e identificou dois casos de chikungunya crônica. Outra equipe realizou 18 atendimentos, seis deles em pacientes sintomáticos, e houve uma remoção para o Hospital Porta da Esperança.

O COE confirmou, nesta quinta-feira (16), a oitava morte em Dourados por complicações da chikungunya. A vítima tinha 63 anos, residia no Parque das Nações II e estava internada no Hospital Unimed; trata-se do primeiro óbito de morador fora da Reserva Indígena.

O Informe Epidemiológico de quinta aponta situação crítica nas aldeias Bororó e Jaguapiru. Os números consolidados são: 1.993 casos prováveis, 1.461 confirmados, 639 descartados, 532 em investigação — totalizando 2.632 casos — e 454 atendimentos hospitalares.

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