quarta-feira, junho 17, 2026
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Prefeitura prorroga situação de emergência em saúde por conta da chikungunya

De acordo com o decreto publicado hoje, fica prorrogada por mais 90 dias a Situação de Emergência declarada Decreto nº 587, de 20 de março de 2026, em razão da situação epidemiológica de Chikungunya na região da Grande Dourados

A Prefeitura de Dourados prorrogou por 90 dias a Situação de Emergência em Saúde declarada pelo Decreto nº 587, de 20 de março de 2026. A prorrogação foi formalizada no Decreto nº 779, publicado no Diário Oficial do Município nesta quarta-feira (17), em razão da epidemia de chikungunya na região da Grande Dourados.

O decreto leva em conta que, embora a curva epidemiológica tenha apresentado queda em relação ao período mais crítico, a taxa de positividade vem se mantendo em torno de 55%, indicando continuidade da circulação viral. Também foram considerados casos em fase subaguda e crônica e o impacto prolongado desse tipo de epidemia sobre os serviços de saúde. O Centro de Operações de Emergência em Saúde (COE) recomendou a prorrogação em reunião realizada em 11 de junho.

O texto do decreto ressalta a necessidade de manter a mobilização das ações em curso e a continuidade dos atendimentos feitos por profissionais contratados em caráter emergencial.

O Informativo Epidemiológico do COE divulgado nesta quarta-feira aponta 9.728 notificações de chikungunya em Dourados. Do total, 5.201 constam como casos prováveis, 4.739 como casos confirmados, 4.527 foram descartados e 462 permanecem em investigação. A taxa de positividade reportada no boletim é de 51,1%, nível que demonstra intensa circulação do vírus.

Quanto à ocupação hospitalar, o município registrou 18 pacientes internados por complicações da doença na segunda-feira (15) e 20 leitos ocupados nesta quarta-feira. A distribuição dos internados é a seguinte: 15 no Hospital Universitário HU-UFGD, 2 no Hospital Cassems, 1 no Hospital Regional, 1 no Hospital Unimed e 1 no Hospital da Vida.

Até o momento, Dourados contabiliza 14 mortes confirmadas por complicações da chikungunya — 10 entre moradores das aldeias Bororó e Jaguapiru e 4 entre residentes do perímetro urbano. Há ainda quatro óbitos em investigação: uma mulher de 74 anos e um homem de 71 anos, ambos brancos e com comorbidades (doença renal crônica e diabetes); um homem de 43 anos residente na área urbana; e um indígena de 19 anos que estava internado no Hospital Universitário HU-UFGD.

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