# Mudanças climáticas ampliam riscos à saúde pública, diz Ministério da Saúde
Os efeitos das mudanças climáticas representam uma crise de saúde pública no Brasil e em outros países, segundo avaliação apresentada nesta quarta-feira (16) pelo Ministério da Saúde. A pasta defende a adaptação urgente dos sistemas de saúde para responder a eventos extremos e ao avanço de doenças associadas às alterações no clima.
Dados citados pelo ministério, com base em projeções da Organização Mundial da Saúde (OMS), indicam que uma em cada quatro mortes no mundo pode ter alguma relação com as mudanças climáticas.
O aumento das temperaturas também favorece a expansão do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue. O vetor, comum em regiões tropicais como o Brasil, já foi identificado no Reino Unido. No território brasileiro, a elevação da temperatura média pode ampliar a presença do mosquito em áreas do Sul, incluindo o Rio Grande do Sul, onde a incidência da doença era historicamente menor.
Ondas de calor extremo também elevam os riscos de agravamento de doenças crônicas, especialmente problemas cardiovasculares.
Ao tratar da preparação para eventos climáticos severos, como as enchentes que atingiram Porto Alegre e diversas cidades gaúchas em 2024, o Ministério da Saúde informou que o país está mais preparado do que no período das inundações. A orientação, porém, é manter ações de vigilância e alerta em todas as regiões.
A pasta prevê que os efeitos do El Niño devem se intensificar no Brasil a partir deste mês, em 2026. Segundo a avaliação apresentada, o fenômeno pode estar entre os mais fortes já registrados e seus impactos no país devem permanecer, pelo menos, até março de 2027.



