quarta-feira, setembro 23, 2026

InícioEconomiaOutubro terá leilões de petróleo com número recorde de áreas em disputa

Outubro terá leilões de petróleo com número recorde de áreas em disputa

# ANP prevê oferta recorde de áreas em leilões de petróleo em outubro

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) vai colocar em disputa 35 áreas para exploração de petróleo e gás em dois leilões previstos para 7 de outubro. Segundo a agência, será o maior número de setores e blocos ofertados simultaneamente no país.

O 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha, voltado a áreas do pré-sal, reunirá 13 blocos. Já o 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão terá 22 setores disponíveis para licitação. A lista das áreas foi divulgada no Diário Oficial da União.

A inclusão dos blocos e setores ocorreu após a manifestação de interesse de empresas do setor acompanhada de garantia de oferta. Até o momento, 12 companhias apresentaram garantias para os 22 setores do regime de concessão. No leilão de partilha, os 13 blocos receberam manifestações de seis empresas.

Empresas que ainda não formalizaram interesse, ou que pretendem disputar novas áreas, poderão se habilitar até 31 de agosto. Após esse prazo, a participação poderá ocorrer apenas em consórcios com companhias já habilitadas.

No último leilão de partilha, realizado em outubro do ano anterior, cinco dos sete blocos ofertados foram arrematados. O certame registrou quase R$ 104 bilhões em bônus de assinatura e previsão de R$ 451,5 milhões em investimentos mínimos na etapa exploratória.

Já o 5º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão, realizado em junho de 2025, resultou na assinatura de 34 contratos. A arrecadação com bônus de assinatura foi de aproximadamente R$ 989 milhões, enquanto os investimentos mínimos previstos para exploração somaram R$ 1,5 bilhão.

Nas áreas do pré-sal, vigora o regime de partilha de produção, adotado em 2010. Nesse modelo, a União recebe uma parcela do excedente de óleo, calculado após a recuperação dos custos de exploração e produção. A vencedora do leilão é a empresa que oferece a maior participação de petróleo ao governo.

Nas demais áreas, é aplicado o regime de concessão. A empresa assume os riscos da atividade e, em caso de descoberta comercial, torna-se proprietária do petróleo e do gás produzidos. Em contrapartida, deve pagar bônus de assinatura, royalties e, em campos de grande porte, participação especial.

A União é representada nas operações de partilha pela Pré-Sal Petróleo (PPSA), estatal vinculada ao Ministério de Minas e Energia e responsável pela gestão das receitas e pela comercialização do petróleo destinado ao governo.

Os principais campos nacionais estão concentrados no Polígono do Pré-Sal, no litoral do Sudeste. Dados mais recentes da ANP indicam que, em junho de 2026, essas áreas responderam por 82% da produção brasileira de petróleo e gás.

LEIA TAMBÉM

MAIS POPULARES