sábado, julho 18, 2026
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Os protagonistas esquecidos de Argentina e Espanha além de Messi e Yamal

**Argentina e Espanha chegam à final com coadjuvantes decisivos no caminho**

A final da Copa do Mundo entre Argentina e Espanha, marcada para este domingo (19), às 16h, em Nova Jersey, terá Lionel Messi e Lamine Yamal como principais atrações. No entanto, as duas seleções também chegam à decisão impulsionadas por jogadores que tiveram papel determinante ao longo da campanha.

Pelo lado argentino, Messi segue como referência ofensiva. A seleção marcou 19 gols no torneio, e o camisa 10 participou diretamente de 12: foram oito gols, que o colocam na artilharia da competição, além de quatro assistências.

A sustentação defensiva, porém, tem sido um dos pilares da equipe de Lionel Scaloni. Cristian Romero aparece entre os destaques da Copa no Power Ranking da Fifa, sistema que avalia o desempenho dos atletas em categorias como ataque, criatividade e defesa. O zagueiro tem nota 7,34 no quesito defensivo, a sexta melhor marca entre todos os jogadores do torneio.

Na semifinal contra a Inglaterra, vencida pela Argentina por 2 a 1, em Atlanta, Romero registrou a melhor avaliação defensiva da partida, com 7,79. Ele também teve participação importante no ataque nas oitavas de final, contra o Egito, quando marcou de cabeça após cruzamento de Messi e iniciou a reação argentina na vitória por 3 a 2.

Outro nome relevante no setor é Lisandro Martínez. Mesmo com 1,75 m, altura considerada baixa para um zagueiro, o defensor se consolidou na equipe pela leitura de jogo e pelo posicionamento. Ele também tem contribuído na construção ofensiva, especialmente com lançamentos longos.

Foi em uma bola longa de Lisandro que Messi abriu o placar contra Cabo Verde, nos 16 avos de final, em Miami. Na mesma partida, o zagueiro marcou após cobrança de escanteio do camisa 10.

Alexis Mac Allister também ganhou importância na campanha argentina. O meio-campista, de 1,76 m, tem aparecido como opção pelo alto e como elemento surpresa na área. Ele marcou de cabeça na vitória por 3 a 1 sobre a Suíça, nas quartas de final, em Kansas City. Diante da Inglaterra, na semifinal, acertou a trave duas vezes.

Na Espanha, a defesa tem sido um dos pontos fortes. A equipe sofreu apenas um gol até agora no Mundial. A base formada por Aymeric Laporte, Pau Cubarsí e Marc Cucurella já era vista como consistente, enquanto a lateral direita gerava dúvidas pela ausência de Dani Carvajal, afetado por lesões.

Pedro Porro assumiu a posição e se destacou. Segundo o Power Ranking da Fifa, ele tem a segunda melhor nota defensiva da Copa, com 7,69, atrás apenas de Rodri, companheiro de seleção, que soma 8,03. No ataque, a parceria com Lamine Yamal pelo lado direito também tem funcionado. Porro marcou dois gols no torneio, incluindo um na vitória por 2 a 0 sobre a França, na semifinal, em Dallas.

Mikel Merino é outro jogador decisivo para a Espanha. Saindo do banco, ele marcou os gols que garantiram as vitórias por 1 a 0 sobre Portugal, nas oitavas de final, em Dallas, e por 2 a 1 contra a Bélgica, nas quartas, em Los Angeles.

O histórico recente reforça sua importância em jogos eliminatórios. Na Eurocopa de 2024, Merino fez, no último minuto da prorrogação contra a Alemanha, o gol que levou a Espanha à semifinal. A seleção espanhola terminou campeã daquele torneio.

Com forte concorrência no meio-campo, que conta com Rodri, Fabián Ruiz, Dani Olmo, Pedri e Gavi, Merino tem se destacado pela versatilidade. No Arsenal, sob comando de Mikel Arteta, passou a atuar também em funções mais avançadas, inclusive como falso 9 em determinadas situações.

No ataque espanhol, Mikel Oyarzabal chega à final como principal goleador da equipe nesta Copa, com cinco gols. Desde a final da Eurocopa de 2024, contra a Inglaterra, ele marcou 18 vezes em 22 partidas pela seleção.

Oyarzabal também tem retrospecto expressivo em decisões. Ele balançou as redes nas seis finais que disputou na carreira, incluindo a da Olimpíada de Tóquio, contra o Brasil, e a da Eurocopa. Também marcou em duas finais de Copa do Rei vencidas pela Real Sociedad, em 2021, contra o Athletic Bilbao, e neste ano, diante do Atlético de Madrid.

Com Messi e Yamal no centro das atenções, Argentina e Espanha decidem o título cercadas por grandes expectativas. Mas a trajetória das duas seleções até a final mostra que jogadores menos badalados podem ter papel decisivo no desfecho do Mundial.

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