segunda-feira, junho 8, 2026
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Organizações condenam prisão de jornalista alvo de perseguição de Zambelli

Entidades do jornalismo criticaram a decisão do Juizado Especial Criminal do Foro de Barra Funda, em São Paulo, que determinou a prisão em regime aberto do jornalista Luan Araújo.

A ordem foi proferida pelo juiz José Fernando Steinberg. Segundo a decisão, Araújo não cumpriu a prestação pecuniária a que foi condenado, apesar de ter sido devidamente intimado. Ele precisa quitar uma indenização de R$ 2.216,30 resultante de condenação por difamação ligada a um texto publicado com críticas à então deputada federal Carla Zambelli. O jornalista está desempregado, segundo os autos.

A Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-SP), do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP), e a Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Racial da Federação Nacional dos Jornalistas (Conajira/Fenaj) divulgaram nota em que manifestaram repúdio à prisão.

O caso remonta a 29 de outubro de 2022, véspera do segundo turno das eleições presidenciais, quando imagens mostraram Zambelli sacando um revólver e perseguindo Araújo pelas ruas de São Paulo e dentro de uma lanchonete.

Em agosto do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Zambelli a cinco anos e três meses de prisão pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo, em razão desse episódio.

O governo brasileiro pediu a extradição de Zambelli. A solicitação chegou a ser deferida por instâncias iniciais da Justiça italiana, mas a Corte de Apelação de Roma cassou essa decisão em maio, tornando sem efeito o pedido de transferência.

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