Brasil registra queda de 14% nos focos de queimadas em junho
O Brasil contabilizou 5.209 focos de queimadas em junho, número 14% menor na comparação com 2025. O total também ficou 27% abaixo da média histórica para o mês, calculada entre 2010 e 2024.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (23) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), com base em informações captadas por satélites.
Mato Grosso, Tocantins e Bahia concentraram os maiores volumes de registros no período. Em relação à média histórica de junho, Alagoas, Espírito Santo, Bahia, Ceará e Pernambuco apresentaram ocorrências acima do esperado.
O Cerrado foi o bioma mais afetado, reunindo quase 60% dos focos identificados no país. A tendência, segundo a análise do Inpe, é de crescimento nas detecções nos próximos meses, em razão do avanço da estação seca.
A Amazônia respondeu por 26% dos registros nacionais. Já as terras indígenas concentraram 10% de todos os focos de fogo detectados no Brasil.
O levantamento meteorológico apontou risco alto e crítico de queimadas em grande parte do Brasil Central e em áreas do Nordeste ao longo de junho. A região do Matopiba, que abrange Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, teve aumento do risco devido ao volume de chuvas abaixo da média.
Nos próximos meses, as condições podem se tornar mais favoráveis à propagação do fogo com a influência do El Niño, fenômeno associado à redução das chuvas e ao prolongamento do período seco. A previsão é de aumento dos focos de incêndio em julho.



