No Dia do Cinema Brasileiro, celebrado nesta sexta-feira (19), o audiovisual de Mato Grosso do Sul registra avanços sustentados por políticas públicas e maior fluxo de recursos.
Nos últimos cinco anos, o Estado recebeu mais de R$ 20 milhões via Lei Paulo Gustavo (LPG) para projetos do setor. A esse montante somam-se aportes do Fundo de Investimentos Culturais (FIC) e recursos vinculados à Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).
Em 2026, a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) lançou três editais específicos para o audiovisual, destinados por meio da PNAB e totalizando R$ 1 milhão. As chamadas públicas contemplam diferentes etapas da cadeia produtiva: produção, circulação e exibição.
Detalhes dos editais:
– R$ 100 mil para licenciamento de 30 obras audiovisuais finalizadas a partir de 2023, com previsão de exibições em ações como Rota Cine, mostras do Museu da Imagem e do Som (MIS) e na programação da TV Educativa.
– R$ 500 mil para a produção de cinco curtas-metragens de animação inéditos, com até R$ 100 mil por projeto.
– R$ 400 mil para apoiar a participação de produções sul-mato-grossenses em festivais e mostras, nacional e internacionalmente.
Os processos seletivos seguem em andamento e têm previsão de conclusão até agosto.
Entre as iniciativas institucionais, destaca-se a criação da Film Commission de Mato Grosso do Sul, orientada para ampliar a visibilidade do estado, atrair produções externas e fomentar oportunidades para profissionais locais. Também foi implementado o curso de Audiovisual da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), que amplia o acesso à formação técnica na área.
A expansão da produção e a circulação de obras no estado têm sido acompanhadas por editais públicos e por iniciativas de formação e fomento. Entre os desafios públicos apontados pelas gestões está a necessidade de manter políticas permanentes de investimento, consolidar mecanismos de distribuição e circulação e assegurar a continuidade dos editais.
Comunicação Setesc



