O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou, nesta segunda-feira (1º), uma nota em que destaca a resiliência da economia brasileira frente a múltiplos choques e pressões internas e externas.
A avaliação do organismo aponta que o Brasil está relativamente protegido diante da alta global dos preços do petróleo, atribuindo isso ao papel do país como exportador de petróleo e à elevada participação de fontes renováveis na matriz elétrica.
A manifestação foi divulgada após o encerramento, na sexta-feira (29), da missão anual do FMI ao Brasil, liderada por Daniel Leigh.
No documento, o FMI também alerta para riscos externos que podem afetar as perspectivas de crescimento, entre eles a piora de tensões geopolíticas e o aperto das condições financeiras. Apesar disso, a instituição aponta pilares que sustentam a capacidade de resistência do país, como marcos políticos sólidos, um sistema financeiro robusto, reservas adequadas e um regime cambial flexível.
Quanto à política monetária, o FMI considerou apropriada a redução das taxas de juros promovida pelo Banco Central em março e abril, mas recomendou cautela diante das pressões inflacionárias, sobretudo decorrentes dos altos preços globais da energia. A instituição defende manter flexibilidade nas decisões futuras de política monetária devido ao elevado grau de incerteza.
No campo fiscal, o relatório recomenda a continuidade e ampliação dos esforços para garantir a sustentabilidade da dívida e abrir espaço para investimentos. O FMI sugere também preservar as receitas extraordinárias provenientes do petróleo como forma de fortalecer a posição fiscal, reduzir custos de financiamento e criar margem para prioridades de investimento.
Por fim, o organismo ressalta que reformas estruturais e uma agenda ambiental consistente são essenciais para promover um crescimento mais forte e inclusivo no médio prazo.



