No 2 de julho, as ruas do centro histórico de Salvador voltam a ser palco das fanfarras escolares, tradição que mobiliza público e celebra a Independência Baiana.
A Banda Marcial da Escola Municipal da Palestina (Bamup) é um dos destaques. Fundada em 16 de abril de 2011 na própria escola, a banda começou como projeto do Mais Educação e, em 2012, passou a integrar a rede de fanfarras municipais após receber todo o instrumental. Desde 2013 participa de competições estaduais e de todos os desfiles cívicos do 2 de julho. Sob a direção de Valteir Menezes há 15 anos, a Bamup reúne cerca de 60 integrantes entre jovens e veteranos. Após interrupção causada pela pandemia, o grupo retornou às atividades em 2022 e, já atuando como banda marcial, conquistou o título estadual em 2023 e repetiu o triunfo em 2024, formando o bicampeonato.
Em Pirajá, a Famtesa — fanfarra da Escola Municipal Teodoro Sampaio — também mantém presença histórica. O grupo é conduzido por um maestro com mais de 25 anos à frente do projeto.
Além do caráter cívico, as fanfarras desempenham papel social relevante nas periferias e nas escolas públicas. Ao longo do ano, funcionam como espaço de formação musical, ocupação cultural e visibilidade para jovens talentos.



