quarta-feira, outubro 21, 2026

InícioMeio ambienteEstiagem afeta o cotidiano de comunidades ribeirinhas no Amazonas

Estiagem afeta o cotidiano de comunidades ribeirinhas no Amazonas

# Estiagem afeta mais de 101 mil famílias no Amazonas; previsão indica chuvas abaixo da média

O Amazonas enfrenta um novo período de estiagem, com impactos para milhares de famílias, especialmente em comunidades ribeirinhas. Dados da Defesa Civil divulgados no domingo (18) apontam que mais de 101 mil famílias já foram afetadas.

A previsão de chuvas abaixo da média para os próximos meses aumenta a preocupação no estado. O fenômeno El Niño, associado a alterações no regime climático, pode agravar a seca na Região Norte.

Apesar do cenário de atenção, as condições hidrológicas da Amazônia ainda não apresentam queda excepcional e generalizada nos níveis dos rios, como ocorreu durante as secas severas registradas em 2023 e 2024.

Painel climático produzido por instituições federais indica que o El Niño pode se estender até o início de 2027, com possibilidade de alcançar intensidade muito forte ainda neste ano. A permanência do fenômeno, no entanto, não significa que todos os municípios amazonenses enfrentarão a mesma intensidade de estiagem.

A redução das chuvas não provoca, necessariamente, uma baixa imediata dos rios. O comportamento das águas também depende das precipitações nas cabeceiras e das condições dos principais afluentes. Por isso, o acompanhamento contínuo é considerado necessário para identificar áreas mais vulneráveis e antecipar medidas de prevenção.

Para reforçar o monitoramento, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) instalou cerca de 30 novos pluviómetros no Amazonas. Com a ampliação, o estado passa a contar com mais de 100 equipamentos de medição de chuva, incluindo os 73 já existentes.

Os dados coletados auxiliam no planejamento do abastecimento de água, da navegação fluvial e da assistência a populações isoladas. No médio Solimões, o Instituto Mamirauá também realiza estudos sobre as condições ambientais do Lago Tefé e sistemas de abastecimento de água alimentados por energia solar.

Além dos efeitos da estiagem, o Amazonas registra avanço das queimadas. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, compilados pela Defesa Civil, o estado acumulava 8.165 focos de calor até domingo (18).

LEIA TAMBÉM

MAIS POPULARES