sábado, abril 25, 2026
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El Niño pode aumentar chuvas no Sul e agravar seca no Norte e Nordeste

O fenômeno El Niño, marcado pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico, deve se iniciar entre maio e julho e apresenta 80% de probabilidade de se firmar na segunda metade do ano, informou o Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos.

A intensidade ainda é incerta. Cerca de 60% dos modelos climáticos apontam anomalias térmicas de até 1,5°C, classificadas entre moderadas e fortes. Existe também 25% de chance de ocorrência de um evento muito forte, com aquecimento superior a 2°C, cenário que eleva a chance de extremos climáticos.

No Brasil, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) destaca impactos regionais distintos. No Sul, há risco elevado de chuvas acima da média, com potencial para deslizamentos em áreas como o Vale do Itajaí e nas regiões metropolitanas de Curitiba e Porto Alegre.

Nas regiões Norte e Nordeste, a tendência é de redução das precipitações, com atraso das cheias na Amazônia e necessidade de atenção à gestão de barragens no interior nordestino. No Centro-Oeste e no Sudeste, a expectativa é de aumento das ondas de calor e queda na umidade relativa do ar.

O início do El Niño deve coincidir com um período já marcado por seca no país. Dados do Cemaden mostram que o número de municípios em situação de estiagem severa subiu de 70 para 248 em março.

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