quarta-feira, setembro 23, 2026

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Durigan defende expansão do comércio exterior brasileiro

**Durigan defende ampliação de mercados para produtos brasileiros**

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a expansão do comércio exterior brasileiro por meio da abertura de novos mercados e da diversificação de parceiros internacionais.

Durante evento em São Paulo, o ministro afirmou que o país precisa reforçar uma imagem de estabilidade, previsibilidade e segurança diante do cenário global de incertezas. Segundo ele, governos e investidores estrangeiros demonstram confiança no Brasil.

Durigan ressaltou que a estratégia comercial não deve criar dependência de um único mercado, seja na Ásia, na América do Norte ou em outras regiões. A proposta é ampliar negociações internacionais considerando tanto os pontos fortes quanto as limitações da economia brasileira.

A declaração ocorre em meio ao aumento das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo federal iniciou formalmente uma avaliação sobre possível resposta às tarifas unilaterais impostas pelos EUA a exportações brasileiras.

A análise poderá levar à aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica, sancionada no ano passado. A norma, de número 15.122, prevê critérios para suspender concessões comerciais brasileiras quando medidas unilaterais de outros países prejudicarem a competitividade nacional.

O ministro também citou a necessidade de preservar o equilíbrio das contas públicas. Entre as medidas mencionadas estão o bloqueio de recursos orçamentários e a limitação do crescimento de despesas obrigatórias, com o objetivo de manter a trajetória fiscal sob controle.

Sobre a reforma tributária, Durigan reconheceu que a transição pode gerar insegurança devido à amplitude das mudanças previstas. A expectativa do governo é que 2027 represente uma etapa relevante da implantação do novo modelo, com efeitos positivos para o sistema tributário no médio e longo prazo.

A redução dos juros também foi apontada como um ponto necessário para ampliar o acesso ao crédito e consolidar os ajustes econômicos voltados ao desenvolvimento do país.

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