terça-feira, maio 12, 2026
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Dono de Porsche acusado de matar motorista de aplicativo em SP irá a júri popular

O Tribunal de Justiça de São Paulo marcou para 29 de outubro o júri popular do empresário Fernando Sastre. Ele está preso preventivamente desde 2024, após o acidente que matou o motorista de aplicativo Orlando da Silva Viana.

O Ministério Público de São Paulo sustenta que Sastre conduzia um Porsche a mais de 100 km/h em uma via cujo limite era 50 km/h no momento da colisão.

O julgamento será realizado às 10h, no Plenário 7 do Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo.

Se condenado, Sastre pode ser punido por homicídio doloso qualificado — cuja pena varia de 12 a 30 anos de reclusão — e por lesão corporal gravíssima, circunstância que pode aumentar a pena em um sexto.

Relembre o caso

O acidente ocorreu em 31 de março de 2024, na Avenida Salim Farah Maluf, zona leste da capital. Conforme o inquérito policial, o Porsche dirigido por Sastre colidiu com o veículo de Orlando. Um ocupante do carro de luxo sofreu ferimentos graves.

Minutos antes da batida, Sastre esteve em um restaurante onde houve consumo de bebida alcoólica, segundo registros obtidos pela polícia. Após a colisão, ele deixou o local com o auxílio da mãe, identificada como Daniela Cristina de Medeiros Andrade. A Polícia Militar liberou Sastre no local sem a realização de teste de bafômetro.

Com base nas investigações e nas provas reunidas, a Justiça decretou a prisão preventiva de Fernando Sastre em 3 de maio de 2024. O empresário, que chegou a ficar foragido, se entregou às autoridades três dias depois.

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