sábado, julho 25, 2026
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Dólar se mantém em R$ 5,08 e acumula queda de 0,58% na semana

**Dólar fecha estável e Ibovespa cai com petróleo em queda e tensão externa**

O mercado financeiro brasileiro encerrou a sexta-feira (24) em clima de cautela, diante das novas tarifas comerciais anunciadas pelos Estados Unidos e dos desdobramentos da guerra no Oriente Médio.

O dólar terminou o dia praticamente estável, enquanto a Bolsa brasileira recuou mais de 1,5%. A queda foi influenciada principalmente pelo desempenho negativo das ações ligadas a petróleo e mineração.

O dólar comercial fechou cotado a R$ 5,081, com leve baixa de 0,06%. Na semana, a moeda acumulou queda de 0,58%. Durante o pregão, chegou a cair para R$ 5,04, mas perdeu força ao longo da tarde.

No exterior, investidores acompanharam a entrada em vigor de tarifas de 10% a 12,5% impostas pelos Estados Unidos a 60 parceiros comerciais, entre eles o Brasil. Também pesaram no mercado as expectativas em torno de uma possível retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã, com mediação do Paquistão e apoio da China.

O real voltou a ter desempenho melhor que o de outras moedas emergentes ao longo da semana. Entre os fatores que favoreceram a moeda brasileira estão a posição do Brasil como exportador líquido de petróleo e o diferencial elevado entre os juros domésticos e os dos Estados Unidos.

O índice DXY, que mede o comportamento do dólar diante de uma cesta de moedas fortes, encerrou o dia perto da estabilidade.

Na Bolsa, o Ibovespa caiu 1,52%, para 174.041 pontos, fechando na mínima do dia. Apesar do recuo no pregão, o principal índice da B3 ainda acumulou leve alta de 0,19% na semana.

A baixa do petróleo pressionou as ações de petroleiras, após ganhos recentes do setor. Papéis de mineradoras também recuaram, acompanhando a queda do minério de ferro. Bancos de grande porte foram afetados pela menor entrada de recursos estrangeiros em mercados emergentes.

O mercado também seguiu monitorando os efeitos das tarifas dos Estados Unidos sobre o Brasil. Como as medidas já vinham sendo sinalizadas nas últimas semanas, parte dos impactos já era considerada pelos investidores.

No mercado internacional, o petróleo devolveu parte dos ganhos registrados na véspera, quando havia superado US$ 100 por barril pela primeira vez desde maio.

O barril do Brent, referência global e usado pela Petrobras, fechou a US$ 96,78, em queda de 3,88%. Mesmo assim, acumulou alta de quase 10% na semana. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, recuou 3,12%, para US$ 89,31, com avanço semanal de 8%.

A queda foi atribuída às expectativas de avanço diplomático para reabrir negociações entre Estados Unidos e Irã. Ainda assim, o mercado segue atento aos riscos de oferta, diante dos confrontos no Oriente Médio, do tráfego reduzido no Estreito de Ormuz e dos ataques dos houthis no Mar Vermelho, rota importante para o transporte global de energia.

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