**Dólar sobe a R$ 5,20 com expectativa de juros maiores nos EUA; Ibovespa avança pela oitava vez**
O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (28) cotado a R$ 5,196, com alta de 0,62%. A valorização ocorreu em meio ao fortalecimento da moeda norte-americana no exterior e à expectativa de uma política monetária mais restritiva nos Estados Unidos.
Na semana, o dólar acumulou avanço de 1,06%. Apesar disso, a moeda ainda apresenta queda de 5,34% em 2026.
Durante o pregão, a cotação chegou a recuar para R$ 5,1581 na abertura, mas passou a subir ao longo da manhã. Por volta das 13h18, atingiu R$ 5,23, o maior valor do dia, com valorização de 1,30%, antes de perder parte da força no fechamento.
O movimento foi influenciado por sinais de maior preocupação do Federal Reserve com a inflação norte-americana. A leitura elevou as apostas de alta dos juros dos Estados Unidos em setembro e impulsionou os rendimentos dos títulos públicos do país.
O retorno dos Treasuries de dois anos, mais sensível às expectativas sobre os juros, chegou a 4,35%. Já o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a seis moedas relevantes, subiu 0,57%, para 99,668 pontos.
No Brasil, o mercado também reagiu aos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O país abriu 58.568 postos formais de trabalho em julho, número inferior ao projetado por instituições financeiras.
O resultado reforçou a avaliação de perda de ritmo no mercado de trabalho e aumentou as expectativas de redução da Selic em setembro. A taxa básica brasileira está em 14% ao ano, enquanto os juros norte-americanos ficam entre 3,50% e 3,75% ao ano.
Na bolsa brasileira, o Ibovespa encerrou o dia aos 175.664,62 pontos, com alta de 0,30%. Foi o oitavo pregão seguido de valorização do principal índice da B3.
O indicador chegou a superar os 176 mil pontos no começo da sessão, mas reduziu os ganhos ao longo do dia. Na semana, acumulou alta de 2,71%. Em agosto, porém, ainda registra queda de 1,31%. No acumulado de 2026, a valorização é de 9,02%.
Dados da B3 apontam entrada líquida de R$ 1,3 bilhão de capital estrangeiro nos quatro pregões anteriores ao último levantamento disponível. Mesmo assim, o fluxo externo acumulado em agosto permanece negativo em R$ 18,7 bilhões.
Em Nova York, os principais índices acionários fecharam em baixa. O Dow Jones recuou 0,02%, para 53.559,99 pontos, enquanto o S&P 500 caiu 0,25%, aos 7.711,73 pontos. O Nasdaq teve perda de 0,52%, encerrando aos 26.402,42 pontos.
A queda das bolsas norte-americanas acompanhou a alta dos rendimentos dos títulos públicos e a redução da procura por ativos considerados mais arriscados.



