sexta-feira, setembro 25, 2026

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Conselho do MPF avalia abertura de investigação contra Gonet

### CSMPF analisa possível investigação contra Paulo Gonet após menções em celular de ex-banqueiro

O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) se reúne nesta sexta-feira (25) para decidir sobre a abertura de uma investigação envolvendo o procurador-geral da República, Paulo Gonet. O caso teve origem em menções ao nome dele em mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A sessão está marcada para as 10h, com transmissão pelo canal do Ministério Público Federal no YouTube. Embora Gonet presida o colegiado, os trabalhos serão conduzidos pelo vice-presidente, Nicolau Dino.

O subprocurador Francisco Sanseverino, relator do processo, apresentará o caso antes da votação. Outros oito integrantes do conselho poderão participar da decisão.

Se a maioria aprovar a apuração, será escolhido um subprocurador para conduzir a investigação sobre eventual crime comum. Caso a abertura seja rejeitada, o procedimento será arquivado.

As mensagens foram localizadas no aparelho de Vorcaro, preso desde 17 de novembro do ano passado. O conteúdo se tornou público após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirar o sigilo de parte da investigação relacionada ao caso.

Segundo a Polícia Federal, nos dias que antecederam sua prisão, o ex-banqueiro enviou diversas mensagens a um telefone atribuído ao ministro Alexandre de Moraes. Em uma conversa datada de 15 de novembro de 2025, Vorcaro mencionou Paulo Gonet e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, ao tratar do avanço das investigações que tramitavam na Justiça Federal em Brasília.

Até o momento, não foram apontados indícios de interferência de Gonet ou de Rodrigues nas apurações.

Na semana passada, uma foto divulgada pelo jornal *O Globo* mostrou Gonet em um evento jurídico realizado em Londres, em abril de 2024, ao lado de Vorcaro e de outras pessoas ligadas ao ex-banqueiro. O encontro foi promovido pelo Banco Master.

Após a divulgação das conversas, o procurador-geral pediu ao STF a anulação do relatório da Polícia Federal que registrou as citações. O pedido estava previsto para ser analisado na quarta-feira (23), mas a sessão foi cancelada.

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