quinta-feira, maio 14, 2026
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COE confirma 9ª morte de indígena por chikungunya; Dourados registra 10º óbito

Vítima é criança indígena, que morava na Aldeia Bororó, e tinha apenas 48 dias de vida; estava internada no Hospital Universitário HU/UFGD desde o dia 3 de maio, quando foi levado pelas equipes de saúde que atuam na Reserva Indígena de Dourados

O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura de Dourados para coordenar a resposta à epidemia de chikungunya na Reserva Indígena e o avanço da doença na área urbana, confirmou nesta sexta-feira (8 de maio de 2026) a décima morte por complicações da doença. Trata-se da nona morte entre moradores das Aldeias Bororó e Jaguapiru.

Nas aldeias foram registradas 3.199 notificações, 2.475 casos prováveis, 2.088 casos confirmados, 724 descartados e 387 em investigação.

A nona vítima indígena é um menino de 48 dias, residente na Aldeia Bororó. Ele estava internado no Hospital Universitário HU-UFGD desde 3 de maio, após atendimento das equipes de saúde que atuam na reserva.

As mortes anteriores nas aldeias ocorreram nas seguintes datas e idades: 25 de fevereiro — homem de 69 anos; 9 de março — homem de 73 anos; 10 de março — bebê de 3 meses; 12 de março — homem de 60 anos; 14 de março — homem de 77 anos; 24 de março — bebê de 1 mês; 3 de abril — homem de 55 anos; e um morador de 29 anos da Aldeia Bororó.

O informe epidemiológico divulgado nesta sexta indica 35 pacientes internados com chikungunya em Dourados: 4 no Hospital Porta da Esperança (Missão Caiuá), 19 no Hospital Universitário HU-UFGD, 1 no Hospital Cassems, 1 no Hospital Unimed, 7 no Hospital Regional, 2 no Hospital da Vida e 1 no Hospital Evangélico Mackenzie.

No total do município foram registradas 8.149 notificações, com 5.350 casos prováveis, 3.340 confirmados, 2.799 descartados e 2.010 em investigação.

A taxa de positividade da chikungunya em Dourados permaneceu elevada nos últimos 15 dias, entre aproximadamente 54% e 61%, segundo laudos já liberados e computados, o que aponta intensa circulação viral. Apesar de leve redução recente, os índices seguem muito acima dos parâmetros habituais de vigilância epidemiológica, mantendo o cenário epidêmico.

Organismos internacionais apontam que taxas de positividade superiores a 5% já sugerem transmissão não controlada, o que reforça a caracterização atual como epidêmica.

Além dos 10 óbitos confirmados, há três mortes em investigação: uma criança indígena de 12 anos; um idoso não indígena de 84 anos, com doença arterial coronariana; e um homem de 50 anos que, segundo a classificação de risco no atendimento, não apresentava doenças crônicas e evoluiu para óbito na UPA em 27/04/2026.

O secretário municipal de Saúde e coordenador‑geral do COE é Márcio Figueiredo.

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