Uma onda de calor que atinge a Europa já provocou cerca de 1,3 mil mortes e ocorre num momento em que o continente tem aquecido a uma taxa aproximadamente duas vezes superior à média global.
No hemisfério norte, cerca de 150 milhões de pessoas vivem sob condições de calor extremo. Em várias cidades, escolas foram fechadas e as redes elétricas estão sobrecarregadas pelo aumento do uso de aparelhos de refrigeração.
Registros apontam que mais de 1,3 mil mortes foram registradas em uma semana. Na França, foram contabilizadas aproximadamente 1.000 mortes relacionadas ao calor, com maior incidência entre idosos.
As temperaturas ultrapassaram 40 °C em algumas regiões europeias no domingo (28), configurando valores excepcionais para a época do ano. No Chipre, duas crianças foram encontradas mortas dentro de um veículo superaquecido. Nesta segunda (29), foram registrados incêndios florestais na Croácia e na Albânia.
Também foram batidos recordes térmicos na Áustria, na República Tcheca e na Polônia. Na Alemanha, os bondes chegaram a ser suspensos em Leipzig depois que o asfalto derreteu e cobriu os trilhos. Na Hungria, uma usina nuclear reduziu a produção devido à elevação da temperatura da água do rio Danúbio, utilizada no sistema de refrigeração.



