Os álbuns de figurinhas da Copa do Mundo estão presentes no Brasil desde 1950 e continuam a atrair colecionadores de diferentes idades.
Mesmo em um contexto cada vez mais digital, a tradição resiste. A nova geração participa ativamente: Henrique, de 10 anos, está na sua segunda Copa tentando completar o álbum.
Entre os colecionadores mais antigos está Marcelo Duarte, que acompanha a prática desde 1970. Duarte publicou neste ano, pela Panda Books, o livro “Álbum dos Álbuns de Figurinhas da Copa do Mundo”, que busca documentar a história pouco explorada desses álbuns. Para a obra, ele contou com a colaboração de cinco grandes colecionadores brasileiros, que permitiram a fotografia de peças de suas coleções, possibilitando o levantamento visual apresentado no livro.
A atividade também tem caráter coletivo e intergeracional. Crianças como Alice, de 11 anos, e Kauã, de 8, participam das coleções em família, envolvendo pais, avós e primos nas trocas e na montagem dos álbuns.
A combinação de nostalgia, coleção e sociabilidade mantém a prática viva, transformando os álbuns em espaço de convivência e entretenimento fora das telas.



