quinta-feira, outubro 29, 2026

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Aedes aegypti coloca quase metade dos municípios em situação de alerta ou risco

# LIRAa aponta alerta ou risco de infestação do Aedes em quase metade dos municípios avaliados

Dados do segundo ciclo do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) indicam que 49,2% dos 3.732 municípios que enviaram informações ao governo federal estão em situação de alerta ou risco de infestação pelo mosquito.

O levantamento foi realizado entre maio e agosto e divulgado pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (7). Os indicadores são usados para orientar estados e prefeituras no planejamento de medidas contra dengue, chikungunya e zika.

Apesar da presença do mosquito em níveis preocupantes em parte dos municípios, o país registrou redução nos casos prováveis das três doenças em 2026, na comparação com o mesmo período de 2025.

Até 26 de setembro, foram registrados 470,5 mil casos prováveis de dengue no Brasil, ante 1,5 milhão no intervalo equivalente do ano anterior. A queda é de aproximadamente 70%.

Os casos de chikungunya diminuíram 43%, passando de 118.885 em 2025 para 67,9 mil entre janeiro e setembro deste ano. Já os registros de zika recuaram 35%, de 3.724 para 2.141 casos.

## Principais criadouros

O LIRAa também identificou os locais mais frequentes de reprodução do Aedes aegypti. Os recipientes domésticos pequenos, encontrados dentro ou no entorno das casas, representam 42,3% dos focos detectados. Nesse grupo estão vasos e pratos de plantas, garrafas e outros objetos capazes de acumular água.

Os reservatórios de água, como caixas-d’água, tonéis e cisternas, correspondem a 26,1% dos criadouros. Pneus, lixo, embalagens plásticas, latas e entulho somam 23%.

O tipo de foco predominante varia conforme a região. No Norte, a maior incidência ocorre em pneus e resíduos sólidos. No Nordeste, os principais criadouros estão em reservatórios para armazenamento de água. Já no Sudeste, Sul e Centro-Oeste, predominam vasos, pratos de plantas, garrafas e recipientes domésticos.

As informações devem auxiliar os agentes de vigilância epidemiológica a definir estratégias específicas para cada município.

## Medidas de prevenção e controle

O Ministério da Saúde anunciou ações antecipadas para reduzir o risco de transmissão das arboviroses durante o próximo verão, período de temperaturas mais altas e maior circulação do mosquito. O avanço do El Niño também é considerado um fator de atenção, devido às alterações nos padrões de chuva e calor.

Entre as iniciativas previstas estão a capacitação de mais de 300 mil Agentes Comunitários de Saúde até o fim do ano, com atuação em visitas domiciliares, identificação de riscos e orientação à população.

Os Agentes de Combate às Endemias também devem intensificar a busca por criadouros e o tratamento de locais onde a eliminação da água acumulada não seja possível.

Outras estratégias incluem o uso de armadilhas para coleta de ovos do mosquito, presentes em cerca de 2 mil municípios; a aplicação residual de inseticida em locais de grande circulação, como escolas e unidades de saúde; e armadilhas que ajudam a levar larvicida a criadouros de difícil acesso.

O governo também adota o método Wolbachia, que utiliza uma bactéria capaz de reduzir a transmissão dos vírus pelo Aedes aegypti.

## Cuidados nas residências

A orientação é que moradores façam inspeções frequentes em casas, quintais e áreas próximas para evitar o acúmulo de água.

Entre as medidas recomendadas estão manter caixas-d’água, tonéis e cisternas fechados; guardar garrafas e baldes virados para baixo; limpar calhas e ralos; descartar corretamente pneus, plásticos, latas e entulhos; e retirar a água acumulada em vasos e pratos de plantas.

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