segunda-feira, março 30, 2026
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Tribunal de Justiça do RJ decide pela continuidade da prisão preventiva de Oruam

Os desembargadores da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) negaram, nesta quinta-feira (11), o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como rapper Oruam. Com essa decisão, o artista permanecerá detido.

Além do habeas corpus, a possibilidade de substituir a prisão preventiva por medidas cautelares também foi rejeitada. Oruam enfrenta acusações de homicídio qualificado no caso que envolve o delegado Moyses Santana Gomes e o policial civil Alexandre Alvez Ferraz.

A relatora do caso, desembargadora Márcia Perrini Bodart, ressaltou que a manutenção da prisão se faz necessária para garantir a ordem pública e proteger a paz social.

Para compreender melhor a situação, Oruam é indiciado por sete crimes, incluindo associação ao tráfico de drogas e resistência, entre outros. As infrações teriam ocorrido na noite de 21 de julho deste ano, em frente à sua residência no Joá, um bairro de alto padrão na zona oeste do Rio de Janeiro.

De acordo com as autoridades, Oruam e um grupo de amigos obstruíram agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) durante a tentativa de cumprimento de um mandado de apreensão de um adolescente, considerado um dos maiores ladrões de carros do estado e vinculado ao traficante Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, líder da facção Comando Vermelho.

Relatos policiais indicam que Oruam e outras oito pessoas atacaram os policiais com palavras hostis e lançaram pedras contra uma viatura sem identificação. O rapper publicou nas redes sociais vídeos demonstrando a situação.

A polícia alega que um dos indivíduos envolvidos na confusão se refugiou dentro da casa de Oruam, o que levou os agentes a entrarem na residência em busca do suspeito. De acordo com relatos, Oruam e seus amigos teriam deixado o local antes da chegada da polícia. O rapper também expressou críticas nas redes sociais sobre a legalidade da ação, afirmando que os agentes tentavam prendê-lo e mencionou que se deslocou para o Complexo da Penha.

É importante mencionar que Oruam é filho de Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, uma figura proeminente na facção criminosa que atualmente cumpre pena em um presídio federal fora do estado do Rio de Janeiro. O rapper se apresentou à Polícia Civil no dia seguinte aos eventos.

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