quinta-feira, março 26, 2026
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Moraes impõe monitoramento total de Bolsonaro pela polícia penal

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou, nesta terça-feira (26), a Polícia Penal do Distrito Federal a intensificar a vigilância na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão segue um parecer positivo da Procuradoria-Geral da República (PGR) e acontece em um momento crucial, com o julgamento de Bolsonaro por acusações relacionadas a uma suposta trama golpista marcado para iniciar em 2 de setembro. Ele já se encontra cumprindo prisão domiciliar com o monitoramento de uma tornozeleira eletrônica.

O pedido de monitoramento foi encaminhado ao STF após ser feito pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Farias defendeu que a ampliação da vigilância é essencial para assegurar a aplicação da lei.

Embora a PGR não tenha apontado riscos de fuga, a solicitação de monitoramento intensificado foi considerada prudente. A ordem do ministro determina que a fiscalização seja realizada por agentes da Polícia Penal, garantindo que a operação ocorra sem excessos.

As diretrizes estabelecidas por Moraes indicam que o monitoramento deve ser conduzido de maneira a evitar qualquer exposição indevida do ex-presidente, incluindo restrições à interação com a mídia e sem invasões na privacidade domiciliar. O uso de uniformes e armamento ficará a critério dos agentes.

Na mesma decisão, Moraes mencionou um pedido de asilo político à Argentina encontrado no celular de Bolsonaro, como parte das investigações relacionadas a possíveis irregularidades. O documento estava salvo no aparelho desde 2024, reforçando a necessidade de acompanhamento do ex-chefe do Executivo, especialmente com a proximidade do julgamento sobre as acusações de tentativa de golpe.

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