quinta-feira, março 26, 2026
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Especialistas destacam a necessidade de mais informações sobre a leishmaniose

**Leishmaniose é tema do 1º Fórum Transacional de Zoonoses no Rio de Janeiro**

O 1º Fórum Transacional de Zoonoses – Direito ao Tratamento acontece nesta quarta-feira (20) no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil, no Centro do Rio de Janeiro. O evento, organizado pela OAB/RJ em parceria com a Associação Brasileira de Saúde e Causa Animal (ABRAESCA) e com o suporte do CRMV-RJ, faz parte da campanha Agosto Verde, que visa conscientizar a população sobre a leishmaniose e seu impacto na saúde pública.

Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, foram registrados 386 casos de leishmaniose em cães na capital em 2024, com 80 ocorrências até março de 2025. Os bairros com os maiores números de casos nos últimos anos incluem Benfica, Engenho Novo, Engenho de Dentro, Piedade, Cascadura e Quintino, todos na zona norte da cidade.

Informações da ABRAESCA revelam que, entre 2012 e 2025, foram confirmados 52 casos em humanos, sendo 21 deles autóctones, ou seja, transmitidos dentro do próprio município, principalmente na zona norte.

Notificações insuficientes têm sido apontadas como um problema significativo. A subnotificação ocorre, em parte, devido ao receio dos tutores em relatar a doença em seus animais, com o consequente risco de eutanásia.

A leishmaniose é uma zoonose que afeta mamíferos e seu ciclo inclui não apenas cães e gatos, mas também espécies silvestres como preguiças e gambás. A ausência de informação e a falta de discussão sobre a doença têm contribuído para um aumento nos casos, mesmo com opções de prevenção, como coleiras repelentes.

O fórum contará com a participação de representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Ivisa-RJ, de secretarias de saúde e de profissionais da área, que discutirão abordagens eficazes para o enfrentamento da doença, focando no direito ao tratamento para os animais.

Fatores como a presença do vetor Lutzomyia longipalpis, a urbanização e as mudanças climáticas são apontados como contribuintes para a infecção. A escassez de dados oficiais sobre a população de cães e gatos que vivem em áreas urbanas também agrava a situação.

O evento é visto como uma oportunidade histórica para promover a saúde única, que considera a interdependência entre humanos, animais e o meio ambiente. O fórum defende a necessidade de políticas públicas que abordem a leishmaniose de maneira abrangente.

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro está atenta à situação epidemiológica da cidade e reforça que o diagnóstico precoce da leishmaniose em cães é essencial, uma vez que eles são a principal fonte de infecção. Os sintomas da doença em cães incluem emagrecimento, aumento do abdômen e problemas de pele. Em humanos, a leishmaniose se manifesta por febre prolongada, perda de peso e outros sinais clínicos que tornam crianças e idosos os grupos mais vulneráveis.

O tratamento é oferecido pelo Ministério da Saúde e é fundamental que as pessoas busquem assistência médica ao identificarem os sintomas.

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