quinta-feira, março 26, 2026
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Mercado revisa para baixo previsão de inflação, agora em 5,05% para 2025

O mercado financeiro registrou, pela 11ª semana consecutiva, uma revisão para baixo nas expectativas de inflação para 2025. Atualmente, a previsão é que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do Brasil, encerre o ano em 5,05%. Esse número é ligeiramente inferior aos 5,07% estimados na semana anterior e aos 5,17% de quatro semanas atrás, segundo o Boletim Focus do Banco Central, divulgado nesta segunda-feira (11).

As expectativas para 2026 também apontam para uma inflação em queda, com o IPCA previsto em 4,41%. Já para 2027, a expectativa é de uma inflação de 4,0%. Apesar dessa tendência de queda, o índice para 2025 ainda ultrapassa o teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com tolerância que varia de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, resultando em limites de 1,5% e 4,5%.

Nos últimos 12 meses, a inflação acumulada atingiu 5,35%, permanecendo acima do teto por seis meses consecutivos. Essa situação de estouro da meta requer que o presidente do Banco Central envie uma carta ao ministro da Fazenda, esclarecendo as causas da situação e as medidas a serem adotadas para retornar os índices dentro da meta.

Para controlar a inflação, o BC utiliza principalmente a Selic, definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Uma das preocupações destacadas pelo Copom é a política monetária dos Estados Unidos, o que pode influenciar uma possível nova alta da Selic se necessário. A previsão para a Selic ao final de 2025 permanece em 15%, enquanto para 2026 e 2027 as estimativas são de 12,50% e 10,50%, respectivamente.

Em relação ao crescimento econômico, as previsões para o Produto Interno Bruto (PIB) foram ajustadas para baixo, com a projeção atual de 2,21% para o final de 2025, inferior aos 2,23% estimados anteriormente. Para 2026, a expectativa de crescimento é de 1,87%, enquanto para 2027 a projeção é de 1,93%.

No que tange à cotação do dólar, as previsões para 2026 permanecem estáveis em R$ 5,60, enquanto anteriormente a estimativa era de R$ 5,65. Para 2027, a expectativa é de que a moeda norte-americana feche cotada a R$ 5,70.

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