quinta-feira, março 26, 2026
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Queda nos casos de síndrome respiratória aguda grave é reportada pela Fiocruz

O boletim semanal Infogripe, divulgado pela Fiocruz nesta quinta-feira (24), revela uma diminuição dos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em todo o Brasil. A redução das hospitalizações por influenza A e vírus sincicial respiratório (VSR) é observada na maior parte do país. No entanto, entre os óbitos registrados nas últimas quatro semanas, 63,2% foram atribuídos à influenza A.

A incidência de SRAG permanece alta entre crianças pequenas, sendo o VSR o vírus mais prevalente nesse grupo. Em relação aos idosos, os casos associados à influenza A apresentam queda em várias regiões, mas continuam elevados em estados do centro-sul, Norte e Nordeste.

A pesquisa em relação aos casos graves de covid-19 indica uma tendência de estabilidade e baixa em boa parte do país. O estado do Ceará, entretanto, apresenta um leve aumento nas notificações de casos graves da doença. No Rio de Janeiro, a incidência de SRAG relacionada à covid-19 desacelerou nas últimas semanas, de acordo com os dados mais recentes.

Apesar da redução geral, a vacinação contra a influenza e a covid-19 continua sendo recomendada. Em estados com aumento de casos de SRAG, o uso de máscaras em ambientes fechados e unidades de saúde, especialmente na presença de sintomas gripais, é aconselhado.

Nos dados das últimas quatro semanas epidemiológicas, o VSR correspondeu a 50,6% dos casos positivos, seguido pela influenza A com 21,2%, influenza B com 1,5%, rinovírus com 26,2% e Sars-CoV-2 com 2,9%. Nos óbitos, a influenza A esteve presente em 63,2% dos casos, com a influenza B em 1,9%, VSR em 17%, rinovírus em 12,3% e Sars-CoV-2 em 5,1%.

Mesmo com a tendência de queda, os casos de SRAG entre crianças pequenas, principalmente associados ao VSR, se mantêm altos, exceto em estados como Amapá, Distrito Federal e Tocantins. Nos idosos, os casos de SRAG relacionados à influenza A continuam a apresentar níveis moderados a altos em algumas regiões.

Entre as capitais, somente Campo Grande está classificada com nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, apresentando crescimento nos casos. Esse aumento ocorre em quase todas as faixas etárias, exceto entre crianças de 2 a 4 anos e na população de 50 a 64 anos.

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