**Cuba relata aumento da pressão dos Estados Unidos após novas sanções**
O governo cubano acompanha com preocupação a escalada de medidas adotadas pelos Estados Unidos desde o retorno de Donald Trump à Presidência, em janeiro de 2025. A avaliação das autoridades de Havana é que o cenário inclui risco de ação militar contra a ilha.
Nos últimos meses, Washington ampliou sanções contra Cuba, incluindo restrições relacionadas ao fornecimento de energia. As medidas preveem ameaças a países que comercializem petróleo com a ilha e contribuíram para que o país passasse três meses sem receber carregamentos do produto.
O endurecimento econômico também afetou o turismo, principal setor da economia cubana. Houve redução de voos internacionais, saída de grupos hoteleiros estrangeiros e interrupção de operações da bandeira de cartões Visa no país.
Em março, Trump mencionou a possibilidade de assumir o controle de Cuba. Em outubro, voltou a incluir a ilha entre os temas prioritários da política externa norte-americana, após os conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Em outra ocasião, o presidente indicou que um entendimento poderia evitar o uso de forças militares.
Em janeiro, a Casa Branca classificou Cuba como uma ameaça incomum e extraordinária aos Estados Unidos. O governo americano acusou Havana de abrigar adversários de Washington e de manter atividades voltadas à obtenção de informações sensíveis de segurança nacional.
O secretário de Estado, Marco Rubio, também defendeu a adoção de medidas para promover mudanças políticas em Cuba. Nas últimas semanas, o Departamento de Estado impôs novas sanções a empresas ligadas a tecnologias consideradas sensíveis que tenham relação com a ilha.
A Justiça dos Estados Unidos também determinou, neste mês, a prisão do ex-presidente cubano Raúl Castro.
O governo cubano sustenta que o bloqueio econômico imposto por Washington limita o desenvolvimento do país e agrava dificuldades internas. A ilha, governada pelo Partido Comunista, mantém há mais de seis décadas uma relação marcada por tensões com os Estados Unidos.



