# França registra novos confrontos após onda de protestos e vandalismo
Paris voltou a registrar confrontos neste domingo (18), um dia depois de manifestações contra o alto custo de vida terminarem em violência em diversas regiões da França.
Os protestos de sábado reuniram mais de 500 mil pessoas em dezenas de cidades. Embora grande parte dos atos tenha ocorrido de forma pacífica, grupos violentos atacaram prédios públicos, lojas, veículos e policiais.
Um manifestante morreu após sofrer uma parada cardíaca durante os atos em Paris. Segundo o Ministério do Interior, mais de 2 mil pessoas foram detidas em todo o país, e mais de 600 agentes de segurança ficaram feridos.
Na capital francesa, a polícia utilizou gás lacrimogêneo novamente na Place de la République neste domingo. Bicicletas foram incendiadas na região, indicando a permanência da tensão após os distúrbios do dia anterior.
Em várias cidades, estabelecimentos comerciais foram saqueados ou danificados. O governo francês informou que centenas de lojas sofreram prejuízos, incluindo unidades da rede Carrefour. A empresa registrou danos em 50 lojas, das quais 20 foram saqueadas, com perdas estimadas em dezenas de milhões de euros.
Em Limoges, no sudoeste do país, a prefeitura — construída há 143 anos — foi atingida por um incêndio e ficou amplamente destruída. Em Bordeaux, uma multidão mascarada invadiu a residência do prefeito, e até 100 lojas foram saqueadas, segundo a administração municipal.
Também houve episódios de violência em cidades como Lille, Marselha e Estrasburgo. Equipes de limpeza foram mobilizadas em diferentes regiões para remover destroços e reparar os danos provocados pelos tumultos.
Os protestos tiveram início no mês passado, motivados inicialmente por problemas nas escolas e pela falta de professores em bairros operários. O movimento posteriormente ampliou suas pautas para incluir críticas à desigualdade, aos cortes nos gastos públicos e à elevação do custo de vida.
O presidente Emmanuel Macron faria um pronunciamento à nação na noite de domingo. Os episódios aumentam a pressão sobre o governo francês às vésperas da eleição presidencial prevista para o próximo ano.



