A usina hidrelétrica de Itaipu, que representa aproximadamente 9% do consumo de energia elétrica do Brasil, está considerando uma ampliação de 10% em seu número de turbinas geradoras. Atualmente, a usina possui 20 turbinas, além de espaço para a instalação de mais duas.
Segundo o diretor-geral da Itaipu, essa expansão é vista como inevitável, especialmente diante da crescente demanda de energia pelo Paraguai, que pode vir a consumir toda a sua cota de energia, deixando de exportar excedentes para o Brasil. A alta demanda é atribuída ao crescimento econômico do Paraguai, à instalação de data centers, incluindo aqueles voltados para inteligência artificial, e à mineração de criptomoedas, que tem um consumo energético elevado.
O diretor da usina destacava a necessidade de estudos técnicos, sociais e ambientais para viabilizar tal projeto, que também precisará de um consenso entre os governos do Brasil e do Paraguai. Ele mencionou que a estrutura atual da barragem permite a instalação de mais duas turbinas, mas que a ampliação não necessariamente resultará em um aumento proporcional na capacidade de geração.
Atualmente, as turbinas de Itaipu possuem uma capacidade instalada de 14 mil megawatts (MW), sendo 700 MW por unidade. A instalação de novas turbinas dependerá de análises detalhadas e de viabilidade econômica, já que, segundo Verri, o projeto ainda não é financeiramente viável no momento.
Paralelamente, um acordo entre Brasil e Paraguai, que será efetivado em 2027, permitirá que o país com excedentes quantifique o destino da energia gerada, podendo optar por vender no mercado livre ou a terceiros, o que deverá impactar a quantidade de energia disponível para o Brasil.
No histórico de consumo, em 2024, o Brasil utilizou 69% da energia gerada, enquanto o Paraguai ficou com 31%. Espera-se que até 2035, o Paraguai consuma 50% da energia da usina, além do crescimento de 14% no ano anterior, impulsionado principalmente pela mineração de criptomoedas.
Além disso, a Itaipu tem em vista a importância de um planejamento estratégico que incluirá negociações e decisões entre as duas nações, refletindo o contexto atual e as exigências das comunidades afetadas pela operação da usina.



