domingo, novembro 1, 2026

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PF investiga policiais suspeitos de vender fuzis ao tráfico

# Operação mira policiais acusados de fornecer armas e dados ao TCP no Rio

A Polícia Federal e o Ministério Público do Rio de Janeiro deflagraram nesta quarta-feira (7) a Operação Magen. A ação busca desarticular um grupo formado por policiais militares da ativa, ex-integrantes da corporação e outros investigados por negociar fuzis, repassar informações sigilosas da segurança pública e lavar recursos para o Terceiro Comando Puro (TCP).

Segundo a apuração, o esquema teria beneficiado a facção que atua no Complexo de Israel, na zona norte da capital fluminense.

As investigações indicam que os envolvidos movimentaram mais de R$ 250 milhões durante quatro anos. Os valores circularam por contas pessoais e por cinco empresas ligadas aos setores de alimentação, comércio de materiais, construção e reformas, suspeitas de serem usadas para ocultar recursos provenientes do comércio ilegal de armas.

A Justiça determinou o bloqueio dos valores investigados, além do sequestro de três imóveis e 31 veículos.

No balanço inicial da operação, cinco pessoas foram presas: um policial militar em atividade, três ex-PMs e um ex-servidor comissionado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Os agentes também apreenderam fuzis, uma pistola e carregadores.

Entre os alvos está Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, apontado como chefe do tráfico no Complexo de Israel. Ele permanecia foragido, assim como outro investigado.

Ao todo, são cumpridos sete mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão. As diligências ocorrem em quatro bairros do Rio e nos municípios de Nova Iguaçu, Angra dos Reis, Mesquita, Nilópolis e Seropédica.

Dez pessoas foram denunciadas pelos crimes de organização criminosa armada, comércio ilegal de armas e munições, violação de sigilo funcional, agiotagem e lavagem de dinheiro.

O Ministério Público também pediu a retenção dos passaportes dos investigados com prisão preventiva e a inclusão dos mandados no sistema da Interpol, diante da possibilidade de saída do país.

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