# Brasil gasta US$ 4,1 mil por aluno, valor equivalente a 30% da média da OCDE
O Brasil destinou US$ 4.133 por estudante ao ano, da educação básica ao ensino superior, em 2023. O montante equivale a 30,39% da média registrada nos países analisados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), de US$ 13.601 por aluno.
Os dados integram o relatório *Panorama da Educação 2026*, divulgado pela OCDE nesta terça-feira (29). O levantamento reúne indicadores de 50 países, entre eles o Brasil, e compara aspectos dos sistemas educacionais.
O gasto brasileiro por estudante também ficou abaixo de outros países latino-americanos incluídos no estudo. No Chile, o investimento anual foi de US$ 5.794 por aluno, enquanto a Costa Rica registrou US$ 7.028. Os valores foram ajustados conforme o poder de compra e o custo de vida de cada país.
Apesar do menor investimento individual, o Brasil aplicou uma proporção maior de seu Produto Interno Bruto (PIB) na educação. Em 2023, o gasto público do país no setor correspondeu a 4,5% do PIB, ante média de 4% entre os integrantes da OCDE.
O relatório também indica redução dessa participação ao longo dos últimos anos. No Brasil, o percentual caiu de 5,5% do PIB em 2015 para 4,6% em 2023. Na média dos países da organização com informações disponíveis para os dois períodos, a parcela recuou de 4,4% para 4,2%.
Na educação básica, os gastos avançam conforme a etapa de ensino. Em 2023, o investimento anual por estudante no ensino fundamental 1, do 1º ao 5º ano, foi de US$ 4.064 no Brasil. No fundamental 2, entre o 6º e o 9º ano, chegou a US$ 4.390.
Nos países da OCDE, a média foi significativamente superior: US$ 12.893 por aluno no fundamental 1 e US$ 14.291 no fundamental 2.
O estudo separa os recursos educacionais entre despesas de capital, relacionadas a investimentos como obras e infraestrutura, e despesas correntes, destinadas à manutenção das atividades escolares.
No ensino fundamental brasileiro, os salários de professores e outros trabalhadores da educação representam 75% das despesas operacionais. A participação é inferior à média de 79% observada nos países da OCDE.



