sábado, setembro 26, 2026

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Líder do PCC é detido na Bolívia e levado para São Paulo

# Apontado como líder do PCC, Betinho da Baixada é preso na Bolívia e levado a São Paulo

Roberto Prieto Filho, conhecido como Betinho da Baixada e apontado como um dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), está preso no Centro de Detenção Provisória IV, em Pinheiros, na capital paulista. Ele foi transferido para a unidade na quarta-feira (23) e permanece à disposição da Justiça.

Prieto havia sido capturado no dia anterior, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, em uma ação com apoio da Polícia Federal e da Polícia Civil de São Paulo. A prisão foi efetuada por agentes da Força Especial de Luta contra o Narcotráfico (Felcn), órgão boliviano de combate ao tráfico.

O investigado estava foragido desde janeiro de 2022, quando um grupo armado invadiu a cadeia pública anexa ao 1º Distrito Policial de Guarujá, no litoral paulista. Na ocasião, homens com fuzis libertaram Prieto e Pablo Ribeiro Lopes Santos.

Pablo também respondia no processo por supostamente auxiliar Prieto a ocultar a origem de patrimônio e recursos relacionados ao tráfico de drogas.

Os dois foram julgados sem comparecer às audiências após a fuga. Prieto recebeu pena de 20 anos, dois meses e 20 dias de prisão pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. Já Santos foi absolvido da acusação de associação para o tráfico, mas condenado a pouco mais de quatro anos, em regime semiaberto, por lavagem de dinheiro.

Após a comunicação da nova prisão, o juiz André Rossi, da 1ª Vara Criminal de Guarujá, reconheceu a validade do cumprimento do mandado e da transferência do preso ao Brasil. A decisão também manteve a necessidade da custódia para assegurar o andamento do processo e a aplicação da lei penal.

A imprensa boliviana informou que Prieto foi entregue às autoridades brasileiras e levado ao Brasil sob escolta policial no dia seguinte à prisão. Segundo veículos do país vizinho, integrantes das forças de segurança brasileiras que participaram da operação também procuravam André Oliveira Macedo, o André do Rap, outro apontado como liderança do PCC, mas ele não foi localizado.

Na denúncia apresentada contra Prieto e Santos, o Ministério Público de São Paulo apontou que o resgate armado na cadeia indicaria a existência de uma associação estável voltada ao tráfico de drogas. A acusação citou o uso de fuzis e disparos contra funcionários da unidade durante a fuga.

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