quinta-feira, setembro 24, 2026

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Agências apontam 95% de chance de El Niño muito forte

**NOAA prevê El Niño Muito Forte e impactos no clima brasileiro até 2027**

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) projeta aquecimento significativo das águas do Oceano Pacífico nos próximos meses. A estimativa aponta probabilidade de pelo menos 90% para a formação de um El Niño Muito Forte a partir de setembro.

Segundo a agência americana, há 69% de chance de que o episódio se torne o mais intenso observado desde 1950.

No Brasil, o fenômeno deve provocar alterações relevantes nas condições de chuva e temperatura em diversas regiões. Um boletim elaborado por órgãos federais responsáveis pelo monitoramento climático e por riscos de desastres indica que o El Niño poderá permanecer ativo, ao menos, até o início de 2027.

O fenômeno é classificado como forte quando o aquecimento das águas do Pacífico ultrapassa 2°C em relação à média. Em episódios mais intensos, os efeitos sobre o clima tendem a ser ampliados.

A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o trimestre entre agosto e outubro aponta chuva acima da média na Região Sul. Em contrapartida, áreas do centro e do norte do país devem registrar volumes de precipitação inferiores ao padrão climático.

No setor agropecuário, a tendência pode favorecer a colheita do milho de segunda safra e do algodão nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. As culturas de inverno no Sudeste também podem ser beneficiadas pelas condições previstas.

Já no Sul, o excesso de chuva representa risco para as atividades no campo. A umidade elevada pode dificultar a colheita, prejudicar o manejo das lavouras e aumentar a incidência de doenças provocadas por fungos.

Além das mudanças no regime de chuvas, a expectativa é de temperaturas acima da média no segundo semestre. O cenário eleva a possibilidade de ondas de calor e amplia o risco de incêndios florestais em diferentes áreas do país.

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