quinta-feira, julho 16, 2026
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Brasil conquista ouro no futebol de cegos no encerramento dos Jogos Parasul-Americanos

**Brasil encerra Parasul-Americanos na liderança, com 248 medalhas**

O Brasil terminou os Jogos Parasul-Americanos de Valledupar, na Colômbia, em primeiro lugar no quadro geral de medalhas. A competição foi encerrada na noite de quarta-feira (15), com a delegação brasileira somando 248 pódios: 110 medalhas de ouro, 86 de prata e 52 de bronze.

No último dia de disputas, os atletas do país conquistaram 30 medalhas, sendo 13 de ouro. Um dos principais resultados veio no futebol de cegos, com vitória sobre a Argentina na final.

A decisão teve peso importante para a seleção brasileira. Os argentinos haviam vencido os dois confrontos decisivos mais recentes entre as equipes: a final da Copa América de 2022, em Córdoba, e a semifinal dos Jogos Paralímpicos de Paris, em 2024.

Na final disputada em Agustín Codazzi, cidade localizada a cerca de 62 quilômetros de Valledupar, Nonato marcou no início do segundo tempo e garantiu o título brasileiro. O atleta também havia feito o gol da vitória do Brasil sobre a Argentina na final paralímpica de Tóquio, em 2021.

O torneio marcou o início do ciclo voltado aos Jogos Paralímpicos de Los Angeles, em 2028. Ainda em 2025, o Brasil receberá a Copa América de futebol de cegos, prevista para setembro, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.

Além do futebol de cegos, o Brasil conquistou ouros no último dia em outras quatro modalidades: natação, atletismo, badminton e tiro com arco.

Na natação, Arthur Xavier, de Minas Gerais, venceu os 200 metros medley e integrou a equipe campeã do revezamento 4×100 metros medley. As duas provas foram disputadas na classe S14, destinada a atletas com deficiência intelectual.

No atletismo, Jardênia Félix, do Rio Grande do Norte, conquistou o ouro no salto em distância da classe T20, também para competidores com deficiência intelectual. Ela havia sido bronze na mesma prova no Mundial de Paris, em 2023. No arremesso de peso, Wallace dos Santos, do Rio de Janeiro, venceu a disputa que reuniu atletas das classes F54 e F55, voltadas a competidores cadeirantes.

No badminton, David Lima, de São Paulo, ficou com o ouro na chave masculina da classe SU5, para atletas com deficiência nos membros superiores. Ele também venceu a disputa de duplas mistas ao lado de Kauana Beckenkamp, do Paraná, em uma chave que reuniu as classes SU5 e SL3.

O tiro com arco rendeu mais três medalhas de ouro ao Brasil. Na classe Open, Jane Karla Gögel, de Goiás, venceu a final contra Helena Nunes, do Ceará, garantindo uma dobradinha brasileira.

Na classe W1, destinada a atletas com deficiências graves em três ou quatro membros, Eugênio Franco, do Ceará, venceu o chileno Victor Bocaz na disputa masculina. Aos 66 anos, ele foi o atleta mais velho da delegação brasileira. No feminino, Juliana da Silva, do Paraná, superou a chilena Mariela Carrasco.

O Brasil participou dos Jogos Parasul-Americanos com 237 representantes em 13 modalidades. A equipe também contou com quatro guias no atletismo, quatro pilotos no ciclismo, dois goleiros no futebol de cegos e dois calheiros na bocha, profissionais que auxiliam atletas com maior comprometimento motor.

Esta foi a segunda edição dos Jogos Parasul-Americanos. A primeira ocorreu em 2014, em Santiago, no Chile. Na ocasião, o Brasil terminou em segundo lugar, com 104 medalhas, atrás da Argentina. A edição seguinte chegou a ser prevista para Buenos Aires, em 2018, mas foi cancelada por razões financeiras.

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