Betânia recebe nova edição do Cariri Cangaço com visitas a locais históricos
A cidade de Betânia, em Pernambuco, sedia mais uma edição do projeto Cariri Cangaço a partir desta quinta-feira (16). A programação segue até sábado (18) e ocorre no mês em que é lembrado o Massacre de Angico, episódio de 28 de julho de 1938 que resultou na morte de Lampião, Maria Bonita e outros integrantes do bando, após emboscada policial na Grota do Angico, em Sergipe.
Entre as atividades previstas estão visitas a pontos de Betânia relacionados à história do cangaço. O roteiro inclui os sítios Taboquinha, Saco dos Pequenos e Melância, a comunidade Jurema e o Centro da cidade. Nesses locais, serão abordados fatos ligados à passagem de Lampião e de outros personagens associados ao movimento cangaceiro.
A abertura oficial será realizada às 18h, no Clube Oásis do Sertão. A programação inclui a entrega de comendas a familiares de integrantes das volantes, de cangaceiros e de vítimas do bando de Lampião. Também haverá exibição do curta-metragem “Achei no Sertão”, do fotógrafo Aldamir Júnior, apresentação do grupo de xaxado Os Navieiros e palestra do historiador e pesquisador Louro Teles, autor de “A maior batalha de Lampião: Serra Grande e a invasão de Calumbi”.
A edição também terá o lançamento do livro “Martírio no Cangaço”, da escritora e pesquisadora Luma Hollanda. A obra trata da trajetória da cangaceira Lídia, de sua morte e de sua relação com Zé Baiano, integrante do grupo de Lampião. A autora é membro da Academia Brasileira de Estudos do Sertão Nordestino e do Grupo Sergipano de Estudos do Cangaço.
O Cariri Cangaço foi criado em 2009 pelo cearense Manoel Severo. O seminário teve origem em Paulo Afonso, na Bahia, durante as comemorações do centenário de Maria Bonita, e passou a circular por diferentes cidades do Nordeste com atividades voltadas à pesquisa, à memória e à cultura sertaneja.



